Igreja cria casa para abrigar mulheres em situação de rua em BH

Criado pela agência social da Igreja Adventista, a “Casa de Mulheres” é um refúgio seguro para cerca de 50 mulheres.

Fonte: Guiame, com informações de Notícias AdventistasAtualizado: terça-feira, 12 de julho de 2022 19:36
Janaína teve a vida transformada com a ajuda da “Casa das Mulheres”. (Foto: Divulgação/Notícias Adventistas).
Janaína teve a vida transformada com a ajuda da “Casa das Mulheres”. (Foto: Divulgação/Notícias Adventistas).

A Igreja Adventista criou uma casa para abrigar mulheres em situação de rua e vulnerabilidade social, em Belo Horizonte, Minas Gerais.

Chamada de “Casa de Mulheres”, o abrigo mantido pela Agência Adventista de Desenvolvimento e Recursos Assistenciais (ADRS), é um refúgio seguro para cerca de 50 mulheres sem-teto, onde recebem uma chance para recomeçar suas vidas.

“Oferecemos a elas uma moradia segura, confortável, em condições para que consigam, com suporte técnico e acesso às demais políticas sociais, superar a situação de vulnerabilidade”, explicou Cinara Rocha, coordenadora do projeto, à Notícias Adventistas.

A casa conta com quartos mobiliados, cozinha, recepção, sala, piscina, biblioteca, camas confortáveis e outros ambientes em uma área espaçosa.

Segundo Cinara, as mulheres desfrutam de seus direitos básicos, como alimentação, acesso à saúde, lazer e educação. 

Reinserção na sociedade

Além disso, são oferecidos cursos e oficinas com o propósito preparar as beneficiadas para sua reinserção na sociedade.

Janaína Pego foi uma das mulheres abrigadas na casa e teve sua vida transformada através da ação social.

Com o adoecimento da mãe, Janaína precisou deixar o emprego como babá para cuidá-la em tempo integral. 

Pouco tempo depois, sua mãe faleceu e o luto levou Janaína a enfrentar uma depressão. Sem condições de pagar o aluguel de casa, a mulher passou a morar nas ruas de Belo Horizonte.

“Viver nas ruas não é nada fácil. Não temos lugar para dormir, para tomar banho, ficamos sem almoçar até receber doações. Tem muita violência, preconceito, desprezo. É preciso dormir com um olho fechado e o outro aberto”, relatou ela.

Janaína experimentou o descaso da sociedade vivendo em situação de rua. "As pessoas acham que porque moramos na rua somos inferiores, mas não somos. Somos seres humanos, como todos, porém, estamos numa situação debilitada e precisamos de refúgio”, desabafou.

Após 4 anos sobrevivendo nas ruas, Janaína foi acolhida na “Casa das Mulheres”. Com o apoio do projeto social, ela fez cursos profissionalizantes de manipulação de alimentos, culinária e artesanato.

“Fui à casa com objetivos. Não queria ficar parada. Queria mudar de vida. Com a ajuda das conselheiras, fui atrás de cursos e cuidei da minha saúde, que estava debilitada. Minha vida mudou radicalmente”, relatou.

Vida transformada

Janaína também retomou os estudos e concluiu o Ensino Médio. No ano passado, ela foi beneficiada com uma bolsa moradia e conquistou sua própria casa. 

“Era o que eu mais sonhava: ter meu lar. A ADRA me apoiou muito, me deu uma oportunidade para seguir minha vida e conquistar minha independência”, comemorou a ex-moradora de rua.

Se transformando em um exemplo de superação para as outras mulheres, Janaína foi contratada pela ADRA como auxiliar de cozinha na Casa de Mulheres, que um dia lhe acolheu.

"Esse projeto é fundamental para atender as mulheres que se encontram na rua sofrendo vários tipos de violências, principalmente no contexto atual no qual muitas pessoas se encontram, sem as mínimas condições de sobrevivência”, destacou a coordenadora do projeto.

 

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