Com o apoio de uma igreja local, um missionário brasileiro está pagando a libertação de famílias que foram escravizadas, no Paquistão.
Nas últimas semanas, Claudinei Vicente pagou as dívidas de quatro famílias cristãs, que estavam fadadas a serem escravas por toda a vida.
Nas fábricas de tijolos em Lahore, é comum famílias inteiras trabalharem como escravas aos donos das olarias.
A maioria dos trabalhadores das olarias são cristãos escravizados, pagando dívidas de empréstimos que vêm de gerações.
As famílias pobres acabam caindo na armadilha dos proprietários de olarias, que emprestam dinheiro para pagar contas médicas urgentes, o casamento de suas filhas, comida ou aluguel, em tempos difíceis.
Os juros abusivos dos empréstimos levam à dívidas impossíveis de pagar, e os membros das famílias, incluindo crianças e mulheres, se tornam escravos nas fábricas de tijolos.
Situação miserável
Os escravizados vivem uma situação miserável. Eles enfrentam o calor intenso dos fornos, chegando a usar sapatos de madeira porque a temperatura no verão derreteria as solas de borracha.
As famílias enfrentam uma longa jornada de trabalho e precisam produzir uma cota diária de 1.500 a 2.500 tijolos. Elas ganham apenas quatro dólares por cada mil tijolos feitos, segundo Claudinei.
Graças a doações, o missionário e o pastor Simon, líder de uma igreja local no Paquistão, conseguiram resgatar quatro famílias cristãs.
“Eu acabei de assinar a soltura dessa família aqui, eu nunca imaginei colocar a minha assinatura em um acordo de soltura. Agora eles são livres”, disse Claudinei, em um vídeo compartilhado no Instagram.
No momento da libertação da primeira família, o missionário teve a oportunidade de orar pelos ex-escravos e pelo dono da fábrica de tijolos.
“O muçulmano, que era dono da família, pediu para eu fazer uma oração antes de levá-lós embora. Só Deus faz isso!”, testemunhou Claudinei.
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O missionário brasileiro também irá ajudar as escolas que ficam dentro das fábricas de tijolos. Elas fazem parte de um projeto da igreja do pastor Simon que leva educação para os filhos das famílias escravas, para que tenham oportunidades melhores no futuro.
Ele também apoiou a distribuição de cestas básicas para famílias pobres no Paquistão.
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Segundo Claudinei, apesar dos donos das olarias serem muçulmanos, as famílias cristãs escravizadas têm permissão para cultuar. Mesmo sem um templo, elas se reúnem ao ar livre para adorar a Deus.
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O brasileiro, que atua em 14 países, já ajudou a libertar outra família de cinco pessoas em 2024. O resgate dos cristãos custou 1.800 dólares (cerca de 10.400 reais).
Para quem quiser enviar ofertas para a missão no Paquistão, o missionário pediu que envie um direct em seu Instagram e ele passará mais informações.
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