
Um missionário compartilhou experiências marcantes após passar dois meses evangelizando uma aldeia indígena no Amazonas, onde acompanhou batismos, um casamento e a primeira Santa Ceia da comunidade.
O trabalho foi realizado pelo missionário Jonatas Gomes e sua esposa, Érica Ferreira, voluntários da JOCUM Monte das Águias, base da organização Jovens Com Uma Missão localizada em Almirante Tamandaré, na região metropolitana de Curitiba (PR).
Ao ser abordado pelo influenciador Guitto em um aeroporto, Jonatas afirmou que acredita em Jesus e contou um pouco das experiências da missão.
“Somos uma família de Cristo. Acabamos de chegar de missão em uma tribo indígena no norte do Amazonas, com um povo chamado Paumari. Ficamos lá em torno de dois meses trabalhando com o povo e agora retornamos e estamos continuando o trabalho missionário”, disse Jonatas.
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O missionário explicou que ele e a esposa são voluntários na Jocum e atuam pregando o Evangelho por meio da palhaçaria.
Os frutos da missão
“Dentro da base missionária tem um circo e a gente prega o Evangelho através da arte do circo. Então a gente levou a palhaçaria para poder trabalhar tanto com as crianças quanto também com o povo”, relatou Jonatas.
Segundo ele, a aldeia possui cerca de 15 famílias. Durante a viagem, os missionários fortaleceram a fé dos indígenas que já conheciam a Palavra de Deus.
Uma das experiências que mais marcou o casal foi a celebração da primeira Santa Ceia na comunidade: “A gente fez a primeira Santa Ceia, eles nunca viveram isso”.
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Na aldeia, o casal realizou cultos e testemunhou vidas se rendendo a Jesus. Jonatas também celebrou o batismo dos novos convertidos em um rio.
Entre eles estavam Francisco e Valdenira, um casal que vivia em união estável e decidiu oficializar o casamento após conhecer os princípios bíblicos sobre a família.
“A gente apresentou o plano da família do casamento diante de Deus. Eles aceitaram se casar e na aldeia mesmo a gente realizou o casamento. Preparamos as coisas em cinco dias, casamos aquela família e deixamos ao cuidado do cacique, que também é cristão”, afirmou Jonatas.
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Para ele, testemunhar indígenas entregando suas vidas a Cristo e sendo batizados foi uma das maiores recompensas da missão.
“A Palavra de Deus diz que uns plantam, outros colhem, mas quem mantém é o Senhor. O fruto de ver eles aceitando Jesus, se batizando naquelas águas do Rio Purus é uma recompensa muito especial”, afirmou o missionário.
E continuou: “É a sensação de missão cumprida, a gente realmente renuncia tudo. Eu entreguei o meu trabalho dos sonhos, a Érica, minha esposa, entregou o trabalho dos sonhos dela. Eu sou da Paraíba de João Pessoa, a minha esposa é de Sergipe, mas a gente entregou tudo e foi fazer missões, aquilo que Deus me chamou para viver”.
‘A missão é cumprir o ide de Deus’
Ao refletir sobre a experiência na Amazônia, Jonatas destacou que a missão exige renúncia, mas também tem um propósito e recompensas espirituais.
“Essa é a essência do Evangelho, a renúncia, a missão é cumprir o ide Deus. É uma ordem que todos têm que cumprir, e minha esposa diz assim: ‘É até o fim da nossa vida’”.
Além de evangelizar os indígenas, o missionário contou que também foi impactado pelo estilo de vida da comunidade.
“Eu sou muito atento e ao analisar a vida deles, percebi que eles não precisam de muito para serem felizes, eles vivem com aquilo que eles têm. Quando eu estava lá, Deus me ensinou muito isso, não precisa de muito para viver feliz”, contou ele.
Por fim, Jonatas deixou uma mensagem para aqueles que desejam cumprir o Ide de Cristo, encorajando a nova geração a não temer a renúncia.
“A renúncia é boa, não é uma palavra que é para soar ruim. Quando eu renunciei a minha vida, Deus me deu uma família na missão, Deus me deu um casamento. A Palavra de Deus diz assim: ‘Busque o reino de Deus e a sua justiça em primeiro lugar e as outras coisas serão acrescentadas’. Peçam a Deus histórias para contar e Ele vai dar. A renúncia é algo maravilhoso da parte de Deus”, concluiu.
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