Países que perseguem a Igreja: como vivem os cristãos em Omã

Aqueles que desobedecem à lei e decidem ser cristãos podem ser expulsos da família e até perder a guarda dos filhos.

fonte: Guiame, com informações de Portas Abertas

Atualizado: Quarta-feira, 10 Fevereiro de 2021 as 2:31

Mulheres omanis não podem ter suas próprias ideias religiosas. (Foto: Portas Abertas)
Mulheres omanis não podem ter suas próprias ideias religiosas. (Foto: Portas Abertas)

POPULAÇÃO: 5,1 milhões
CRISTÃOS: 185 mil
RELIGIÃO: Islamismo, hinduísmo, cristianismo, budismo, judaísmo
GOVERNO: Monarquia absolutista
LÍDER: Haitham bin Tariq Al Said
POSIÇÃO: 45º na Lista Mundial da Perseguição

Quem nasce em Omã, nasce muçulmano. É lei! O islã é a religião do Estado e todas as decisões judiciais são baseadas na sharia (conjunto de leis islâmicas). O nível de perseguição aos cristãos depende da nacionalidade e da região onde se vive. Seguidores de Cristo convivem com a opressão islâmica, a opressão do clã e a paranoia ditatorial. 

Se for um cristão omani que abandonou o islã para seguir a Cristo, a pressão é maior. Normalmente, família e vizinhos o pressionam para retornar à fé nacional e tribal. Se persistirem no cristianismo podem ser expulsos da família, perder a guarda dos filhos, o direito à herança e ainda perder o emprego.

Se for um cristão e trabalhador migrante, vai depender do nível de pressão de seu país de origem. Isso porque, normalmente, eles vivem em comunidades expatriadas com pessoas de sua terra natal.

Reuniões monitoradas

O governo tolera em grande parte comunidades cristãs estrangeiras, mas mesmo assim, restringe e monitora as reuniões públicas. Além disso, todas as organizações religiosas devem ser registradas junto às autoridades.

Os maus-tratos a trabalhadores estrangeiros, incluindo abuso sexual, continuam a ser um grande problema. Embora não relacionado principalmente à fé, muitas trabalhadoras domésticas cristãs migrantes – quase todas mulheres – sofrem abuso sexual. 

Como vivem as mulheres cristãs em Omã

Dentro da cultura islâmica omani, a mulher tem menos valor do que o homem. Normalmente, eles ficam em casa cuidando dos filhos, por isso são vistas como incapazes em vários aspectos, inclusive na fé, já que não podem ter suas próprias opiniões religiosas.

Esse ambiente opressivo dificulta ainda mais a conversão do islamismo ao cristianismo. As que ousam se converter enfrentam prisão domiciliar pela família e as solteiras serão forçadas a se casar com um muçulmano.

As convertidas que escaparem dessa imposição jamais poderão se casar com um homem cristão, porque as mulheres registradas como muçulmanas são legalmente proibidas de se casarem com um não muçulmano. 

Como os homens são perseguidos em Omã? 

Homens que decidem seguir a Cristo, provavelmente, perderão o apoio financeiro da família, bem como as conexões necessárias para encontrar ou manter um emprego na sociedade de Omã. Além disso, nenhuma família omani permitirá que a filha se case com um homem cristão, porque ele é visto como desrespeitoso com a própria família, Já que rejeitou tudo o que lhe ensinaram.

Se um cristão ex-muçulmano tem família e emprego no momento da conversão, corre o risco de perder ambos. Quando um homem deixa o islã, por lei, automaticamente perde a custódia de qualquer filho, a esposa pode se divorciar dele e ele pode perder o emprego, o que tem grandes implicações para todos os membros da família porque os homens são tradicionalmente os provedores.  

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