“Quando adoramos, não fazemos barulho”, diz cristão perseguido da Ásia Central

Ele conta que pastoreia outros cristãos secretos na região onde mora e que se reúnem com a maior discrição.

Fonte: Guiame, com informações de Portas AbertasAtualizado: terça-feira, 5 de abril de 2022 14:29
Através de seu ministério, Ruslan tem fortalecido cristãos secretos no Centro e Sudeste da Ásia. (Foto: Portas Abertas)
Através de seu ministério, Ruslan tem fortalecido cristãos secretos no Centro e Sudeste da Ásia. (Foto: Portas Abertas)

Enquanto no Brasil, os cristãos desfrutam de uma liberdade quase inimaginável para quem vive em países onde há perseguição severa, na Ásia Central os fiéis mal podem se expressar verbalmente para adorar a Deus. 

Pregar o Evangelho através de um microfone, organizar bandas na igreja para louvar ou falar da Bíblia em público, são cenas proibidas para a Igreja Perseguida. 

Dentro do contexto islâmico, os novos convertidos ao cristianismo se deparam com a hostilidade dentro da própria família. Ruslan — nome fictício por razões de segurança — conta que o cristianismo acaba com a paz dentro de casa. 

Quando a irmã dele decidiu abandonar o islã para servir a Cristo, a mãe a perseguiu severamente e até escreveu para um jornal local falando sobre a igreja que ela frequentava, acusando a comunidade cristã de ser uma seita que estava tirando a filha dela. 

Encontro com Jesus

Um tempo depois, a própria mãe teve um encontro com Jesus e, mais tarde, Ruslan também. Desde então, os três perderam os laços com os parentes, que cortaram o relacionamento com eles.

Ruslan conta que vive a fé cristã há 16 anos, porém de forma secreta. Ele pastoreia outros cristãos secretos na região onde mora e disse que precisa tomar muito cuidado. 

“Quando adoramos, não fazemos barulho e não batemos palmas para evitar chamar a atenção. Nós apenas sentamos juntos em uma mesa como se estivéssemos tomando chá”, explicou. 

Caso o encontro seja descoberto, eles podem ser punidos tanto pela família quanto pelas autoridades locais. Ruslan já recebeu ameaças para interromper o ministério e tem sua casa frequentemente vandalizada. 

Apoio aos cristãos perseguidos

De acordo com a Portas Abertas, que tomou conhecimento do ministério de Ruslan há 13 anos, os líderes religiosos muçulmanos na região onde ele atua, deram três ordens: crianças cristãs não podem mais frequentar a escola, o gado dos cristãos não podem comer a mesma grama que o gado deles e os cristãos não podem mais receber água para irrigar as plantações. 

Mas com o apoio da organização, eles receberam feno, água, máquinas de costura e outras ferramentas para ajudar na renda própria. 

“O que vocês fazem é essencial. Vocês não são pessoas comuns, mas uma resposta do Senhor. Sabemos que não estamos sozinhos, porque fazemos parte de uma grande família cristã”, disse Ruslan ao agradecer.

A Portas Abertas pede orações por esses cristãos da Ásia Central, em especial aos que pertencem ao ministério de Ruslan, e também a todos os cristãos perseguidos ao redor do mundo.

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