‘Estamos fazendo tudo o que podemos’, diz pastor que ajuda ucranianos com comida e abrigo

Com ajuda de amigos e da igreja estrangeira, Andrey Tyschchenko conta que já conseguiram evacuar cerca de 600 pessoas em Kharkiv.

Fonte: Guiame, com informações do Evangelical FocusAtualizado: quarta-feira, 9 de março de 2022 14:35
Destruição em Kharkiv Oblast após bombardeio russo durante a invasão russa da Ucrânia. (Imagem: Serviço Estadual de Emergência da Ucrânia / Creative Commons CC BY 4.0)
Destruição em Kharkiv Oblast após bombardeio russo durante a invasão russa da Ucrânia. (Imagem: Serviço Estadual de Emergência da Ucrânia / Creative Commons CC BY 4.0)

Segunda cidade mais populosa da Ucrânia, Kharkiv tem cerca de 1,4 milhão de habitantes, e tem sido um dos principais alvos das tropas russas em território ucraniano. Os bombardeios frequentes e a destruição de prédios, inclusive alguns icônicos, como o da Opera House, está levando ao êxodo em direção a países vizinhos.

Com a família refugiada na Polônia, o pastor Andrey Tyschchenko, da igreja evangélica da Nova Geração, explica que continua trabalhando para sua congregação. Até agora, o bombardeio não afetou o prédio da igreja e ele está confiante de que poderá retornar em breve.

Dias antes da invasão russa, Tyschchenko disse em entrevista ao Protestante Digital que a maioria das igrejas, localizadas perto da fronteira Ucrânia-Rússia na parte leste ucraniana, continuava pregando o Evangelho.

O pastor disse que antes da guerra começar estava em uma conferência em Gana com seu pai. “Quando tínhamos acabado de chegar, recebi mensagens dizendo que a guerra havia acabado de começar na Ucrânia. Eu estava realmente nervoso”, relata.

Família refugiada

Após contato com sua esposa, mãe e irmã, eles tentaram chegar ao oeste da Ucrânia durante cinco dias. “Meu pai e eu trocamos nossas passagens e voamos para Istambul e depois para Berlim. Depois fomos de carro até a Polônia e encontramos nossa família lá. Estamos aqui agora, em um apartamento”, diz.

O pastor e sua família passaram a ser refugiados, recebendo ajuda de poloneses. “Alguém nos deixou este lugar de graça, então somos muito gratos a essas pessoas que estão se voluntariando, elas servem e fazem qualquer coisa pelos refugiados, para que as pessoas se sintam bem”, conta.

Ele diz que a situação dos refugiados que conseguiram cruzar a fronteira até a Polônia é muito boa. “Há muitos voluntários, em alguns lugares até mais do que as pessoas que precisam de ajuda. Então, agradecemos a todas as pessoas que estão trabalhando e fazendo tudo para ajudar cada refugiado”.

Sobre a igreja em Kharkiv, Tyschchenko diz que não foi possível voltar, mas que começou a ligar e escrever para os amigos na Europa para que eles enviassem dinheiro aos pastores e líderes que estão ainda na Ucrânia. Com esses recursos, eles poderiam ajudar as pessoas a sair do país, a serem evacuadas e alimentadas.

“Tanta gente ainda está em abrigos antibombas e o que nosso povo está fazendo com o dinheiro enviado é comprar um pouco de comida e petróleo, que é muito difícil de adquirir agora”, diz.

Locais de segurança

O pastor conta que, com essa ajuda, já conseguiram evacuamos cerca de 600 pessoas em Kharkiv. “Elas foram enviadas para locais de segurança. As igrejas na Ucrânia estão tentando ajudar todas as pessoas, dando-lhes comida e lugares onde ficar. Estamos fazendo tudo o que podemos para proteger nosso povo”.

Ele diz que os prédios da igreja ainda estão disponíveis e não foram destruídos. “Acreditamos que quando pudermos voltar para a Ucrânia, poderemos nos reunir neste lugar novamente. Em oração, proclamamos proteção diária para as pessoas e acreditamos que tudo ficará bem e essa guerra terminará em breve.”

O pastor diz que os cristãos podem ajudar a Ucrânia de três formas distintas: oração, denúncia sobre o que está acontecendo na Ucrânia e envio de suprimentos e dinheiro.

“Em primeiro lugar, é orar. Acreditamos que a oração é o maior poder em todo o mundo. Por favor, ore para que Putin pare suas tropas. Ore por nossa proteção e pela segurança do país”.

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