Líder aponta sinais de “avivamento silencioso” entre jovens na Nova Zelândia

Após Reino Unido, dados indicam avanço da fé cristã entre jovens neozelandeses da Geração Z.

Fonte: Guiame, com informações do Christian DailyAtualizado: quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026 às 16:35
Dados indicam um aumento significativo na frequência à igreja entre os jovens. (Foto ilustrativa: adrianna geo / Unsplash)
Dados indicam um aumento significativo na frequência à igreja entre os jovens. (Foto ilustrativa: adrianna geo / Unsplash)

O relatório “Avivamento Silencioso”, da Sociedade Bíblica, indica que o crescimento do cristianismo entre jovens no Reino Unido também aparece, em parte, entre jovens da Nova Zelândia, segundo os batistas.

No Relatório Anual de 2025 das Igrejas Batistas da Nova Zelândia, Ethan Miller, coordenador de juventude, fez comentários em resposta ao relatório da Sociedade Bíblica publicado em abril de 2025 e intitulado “O Avivamento Silencioso: A Geração Z lidera o aumento da frequência à igreja em partes do mundo ocidental”.

Miller apresentou os dados no capítulo “Avivando a Chama: O Avivamento Silencioso Chegou?”.

Ele cita o relatório da Sociedade Bíblica que constatou um aumento mensurável na fé cristã no Reino Unido, com a Geração Z (nascidos entre 1997 e 2012, agora com idades entre 13 e 28 anos) como o grupo que está “liderando o caminho”.

Em seguida, ele questionou se sinais semelhantes de renovação também poderiam ser observados em Aotearoa, na Nova Zelândia.

Frequência à igreja

Miller apresentou uma série de dados dos batistas indicando um aumento significativo na frequência à igreja entre os jovens no país, o que pode sugerir a presença de um “avivamento discreto”.

Os números indicam que, de 2022 a 2024, a presença de jovens nas igrejas batistas aumentou 24%. Os acampamentos de Páscoa cresceram 42% entre 2023 e 2025. Já o Treinamento de Líderes Jovens da KB subiu cerca de 30%, chegando a 445 líderes entre 2024 e 2025.

Dos 710 batismos relatados pelas igrejas batistas, 58% (411) foram de menores de 25 anos, e 43% eram menores de 18, segundo Miller. Ele acrescentou que, nos últimos dois anos, surgiram mais de oito novos ministérios para jovens, totalizando mais de 100.

“Esperamos que muitos mais comecem nos próximos anos”, disse Miller, comentando sobre as histórias reais por trás dos números.

“Estamos ouvindo relatos impressionantes de jovens que entram na igreja sem qualquer histórico de fé, curiosos sobre Jesus, lendo as Escrituras – e até levando suas Bíblias para a escola; compartilhando a fé, iniciando cursos Alpha e convidando amigos para a igreja.”

Paixão por missão

Miller também observou entre os mais jovens uma forte paixão por missão e justiça em favor dos pobres, doentes e marginalizados.

Segundo ele, esse interesse pela ação social vinha acompanhado de uma evidente sede por oração e adoração.

“Minha história favorita é a de uma garota de 15 anos, sem qualquer histórico de igreja, que veio à fé em um Acampamento de Páscoa há dois anos”, relembrou Miller.

“Depois de se mudar de cidade, a paixão dela por Jesus a levou a iniciar um grupo de jovens. Hoje, 30 dos 40 estudantes do ensino médio da escola da região se reúnem para adorar, ler as Escrituras e crescer juntos.”

“Deus está em movimento, e a Geração Z – o que o pesquisador cristão Barna chama de ‘a geração aberta’ – parece estar liderando o caminho”, acrescentou.

Testemunho evangelístico

Apesar dos avanços, Miller afirmou que o testemunho evangelístico entre os jovens na Nova Zelândia ainda demanda muito esforço, em razão de dificuldades relacionadas à disponibilidade de recursos.

“Embora Jesus esteja se movendo e tenha havido um progresso significativo, ainda há muito trabalho a ser feito”, disse ele.

“O maior desafio que impacta o ministério com jovens é a redução de recursos, hoje entre 50% e 60% menor do que era há 10 anos, em nível local, regional e – até recentemente – nacional.”

Para Miller, discipulado e formação de líderes precisam permanecer como prioridade para alcançar a juventude.

“O futuro das igrejas batistas está nos líderes que formamos. Precisamos recuperar nossa visão e paixão pela próxima geração e por líderes mais jovens; eles são o investimento mais estratégico que podemos fazer! Gostaríamos muito de ver esse crescimento nos próximos anos, especialmente diante do que Jesus está fazendo entre os jovens! Como Nelson Mandela disse certa vez: ‘os jovens de hoje são os líderes de amanhã’.”

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