Ataque aéreo mata 150 terroristas, no Quênia

O ataque liderado por forças norte-americanas matou 150 militantes do Al-Shabaab, quase um ano depois do grupo terrorista ter massacrado 150 estudantes cristãos, na Universidade de Garissa (Quênia).

Fonte: Guiame, com informações do Christian PostAtualizado: terça-feira, 8 de março de 2016 15:27
Soldado Somali se posiciona no local onde ocorreu um atentado suicida (Foto: Feisal Omar / Reuters)
Soldado Somali se posiciona no local onde ocorreu um atentado suicida (Foto: Feisal Omar / Reuters)

Um grande ataque aéreo liderado pelos Estados Unidos matou supostamente mais de 150 militantes do grupo terrorista Al-Shabaab na Somália, segundo informações do Pentágono. A ação foi realizada quase um ano depois que o grupo terrorista islâmico assassinou quase 150 estudantes cristãos, em uma universidade do Quênia.

"Nós sabemos que eles estavam a caminho de um acampamento e que eles representam uma ameaça iminente para os Estados Unidos e para as forças da União Africana", disse o porta-voz do capitão Jeff Davis, de acordo com a BBC News.

"As avaliações iniciais são de que mais de 150 combatentes terroristas foram eliminados", acrescentou.

Os ataques direcionados ao acampamento 'Raso', que está localizado a cerca de 180 quilômetros da capital Mogadíscio, e já estava sob vigilância há algum tempo.

Os militantes do Al-Shabaab são conhecidos por seus ataques contra os cristãos e outros civis. Muitas vezes acabam mirando especificamente os cristãos e matando-os friamente.

Considerado Um dos ataques mais mortais, o massacre Universidade de Garissa (Quênia) ocorreu em abril de 2015. Os militantes mataram 150 pessoas. A maioria deles era de estudantes cristãos. Eles teriam separado os cristãos dos estudantes muçulmanos, antes de começarem as execuções. Esta é uma estratégia que eles têm utilizado boa parte de seus ataques.

Embora tenha base na Somália, o grupo vem realizando incursões em toda a região e, especialmente, no Quênia, lutando contra os ataques dos exércitos do Quênia e da União Africana em seus acampamentos.

A Secretária da Força Aérea dos EUA, Deborah Lee James explicou que o ataque aéreo contra o acampamento Raso veio como uma medida "defensiva".

"Havia inteligência envolvida na ação ... estes lutadores em breve seriam embarcados em missões que iriam impactar diretamente os EUA e nossos parceiros", disse James a repórteres, segundo a Reuters.

Autoridades somalis disseram que eles ajudaram na missão, ao fornecer informações sobre o campo para o exército dos EUA em preparação para os ataques aéreos.

"Tem que haver planejamento terrestre para que isso aconteça. Nossa inteligência ajudou nisso", disse o ministro do Exterior da Somália Abdusalam Omer.

Omer acrescentou que os ataques aéreos são um revés significativo para o grupo terrorista.

"Em vez de o al Shabaab atacar civis, tornou-se um alvo militar, que foi atingido e houve uma elevada taxa de sucesso", disse ele.

Davis observou que não há relatos de vítimas civis, e caracterizou que o ataque aéreo foi bem sucedido.

 

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