Biden diz que defende aborto como “filho de Deus” e atrai críticas: “Isso é assassinato”

Franklin Graham repudiou a fala de Biden e lembrou que o aborto é pecado e assassinato.

Fonte: Guiame, com informações de New York Post e CBN NewsAtualizado: sexta-feira, 6 de maio de 2022 às 20:36
O presidente Joe Biden defendeu o aborto. (Foto: Twitter/Townhall.com).
O presidente Joe Biden defendeu o aborto. (Foto: Twitter/Townhall.com).

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, foi criticado por conservadores cristãos após defender o aborto por ser um “filho de Deus”. 

Biden reafirmou sua posição a favor do aborto na quarta-feira (4), enquanto discutia o vazamento de documentos da Suprema Corte dos EUA, apontando a provável anulação do direito ao aborto.

“Acredito que tenho os direitos que tenho não porque o governo me deu, mas porque eu sou apenas um filho de Deus; eu existo", declarou o presidente. 

Joe Biden também expressou preocupação caso haja uma vitória pró-vida na decisão da Suprema Corte.

“Quais são as próximas coisas que serão atacadas porque essa multidão do MAGA [Make America Great Again] é realmente a organização política mais extrema que existiu na história americana recente”, disse. 

O evangelista Franklin Graham repudiou a fala do presidente e lembrou que o aborto é pecado e assassinato. 

“Biden disse que o direito ao aborto vem de ser um 'filho de Deus'. Sr. Presidente, isso não é verdade. Ser filho de Deus não lhe dá o direito de tirar a vida de um inocente. O aborto é um pecado – simplesmente, é assassinato”, escreveu o pastor no Twitter.

Beth Baumann, uma arrecadadora de fundos políticos, se juntou à Graham na crítica ao líder americano. “Biden literalmente acabou de defender o aborto”, tuitou.

Jerry Dunleavy, repórter do Washington Examiner, também criticou o argumento pró-aborto de Joe Biden. 

“Biden diz que há 'direitos que tenho, não porque o governo me deu, mas apenas porque sou um filho de Deus, [porque] existo'. Ele usa esse argumento para apoiar o direito de abortar filhos de Deus que ainda não nasceram”, ponderou.

A Dra. Alveda King, sobrinha do ícone dos direitos civis Martin Luther King, refutou a declaração do presidente, declarando que ele está desconectado com as mulheres americanas. 

“O presidente obviamente não ouviu os apelos das mulheres da América. Ele não pode ouvir os gritos dos bebês no útero. Ele não sabe o quanto os pais lamentam a perda da paternidade”, afirmou Alveda à Fox & Friends.

No Twitter, o bispo Joseph Strickland, da Diocese de Tyler, no Texas, corrigiu Biden: “Senhor presidente, você está errado, completamente errado, e à medida que continua a impulsionar essa agenda, leva a divisão nesta nação ao ponto de ruptura. Oro para que seu coração endurecido se abra para a santidade da vida, para o nascituro e para a mãe”.

Em entrevista à repórteres em setembro do ano passado, o presidente Biden afirmou que é defensor da lei Roe vs. Wade, que permite a prática do aborto nos EUA. 

Lei Roe vs. Wade

A Suprema Corte americana, de tendência conservadora, deve decidir sobre um caso que pode derrubar Roe vs. Wade, uma decisão judicial de 1973 que legalizou o aborto nos EUA.

Se a lei for revogada, cada estado dos EUA pode ter permissão para determinar suas próprias regras de aborto, com mais de 20 estados esperados para limitar o atendimento ao aborto ou até mesmo proibir o aborto na maioria dos casos.

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