Brasileiros vão à ONU contra liberação do aborto no Brasil

Comitiva participou da Conferência de Mulheres e rebateu propostas de apoio ao aborto em diversas instâncias, como no STF.

fonte: Guiame, com informações da Life News

Atualizado: Terça-feira, 26 Março de 2019 as 4:53

Participantes e apoiadores da Campanha Pró-Vida, segurando bandeira pró-vida do Brasil nas Nações Unidas. (Foto: Reprodução/LN)
Participantes e apoiadores da Campanha Pró-Vida, segurando bandeira pró-vida do Brasil nas Nações Unidas. (Foto: Reprodução/LN)

Uma comitiva brasileira participou de evento para rebater o encontro pró-aborto ocorrido durante a 63ª Comissão das Nações Unidas. Junto com diversas organizações pró-vida, o Observatório Regional para Mulheres na América Latina e Caribe realizou um encontro para reafirmar que todo ser humano possui dignidade humana em contraponto à cultura difundida do aborto.

Intitulado “Diálogo internacional sobre o alcance de sociedades inclusivas através de políticas de afirmação da vida e orientadas para a família”, a Conferência de Mulheres da ONU aconteceu em 12 de março em Nova York e contou com um painel de especialistas.

Dentre eles estava o brasileiro Antonio Carlos Tavares de Mello, fundador do Comunidade Jesus Menino e convidado especial do evento. Ele atraiu mais de 100 membros da audiência, incluindo alguns políticos brasileiros e muitos jovens de vários países.

A secretária Nacional de Políticas para as Mulheres do Brasil e a pós-graduada em Harvard, Tia Eron, iniciou o painel de discussão. Ela detalhou a batalha que ela e colegas pró-vida enfrentam no país. A secretária prometeu que dentro de suasa atribuições irá trabalhar para proteger os “direitos completos dos seres humanos desde a concepção até a morte natural”.

Membros da delegação brasileira, que inclui mulheres do congresso recentemente eleitas. (Foto: Reprodução/LN)

Roseane Cavalcante De Freitas Estrela, secretária adjunta da Secretaria Nacional de Políticas para as Mulheres e cadeirante, enfocou os direitos das pessoas com deficiência, particularmente bebês com anencefalia ou microcefalia (cérebros não desenvolvidos), devido ao surto do vírus Zika.

Na América do Sul esse é o maior risco que crianças anencéfalas correm de ser abortadas. Roseane afirmou, no entanto, que apenas cerca de um por cento das mulheres grávidas infectadas com o vírus Zika acabam tendo uma criança com deficiência, e também declarou em nome de todas as pessoas com necessidades especiais: “Temos o direito de viver e estamos vai lutar até a morte para que outras pessoas com deficiência possam viver”.

Diretora do Departamento de Promoção da Dignidade da Mulher, Lilia Nunes Dos Santos falou sobre seu extenso trabalho acadêmico argumentando que o direito à vida é o primeiro de todos os direitos, pois "sem isso, não podemos exercer nenhuma os outros direitos”.

Ela também fez muitas pesquisas sobre o status do aborto no Brasil. Segurando um modelo fetal, Lilia explicou que a Suprema Corte do Brasil pode aprovar a descriminalização do aborto até 12 semanas. A diretora destacou a tendência “perigosa do ativismo judicial que ameaça o processo legislativo”.

“Como a maioria dos brasileiros se opõe ao aborto, ativistas do aborto tentam usar a Suprema Corte para liberalizar as leis do aborto, em vez de passar pelo Parlamento”, explicou.

Em seu discurso, o vice-presidente da Campanha Life Life Coalition, Matthew Wojciechowski, afirmou que todas as políticas sociais criadas na ONU devem estar enraizadas no reconhecimento da dignidade de cada pessoa humana, com maior foco naquelas que são mais frequentemente esquecidos e abandonados, que são as crianças no útero e pessoas com necessidades especiais.

veja também