Damares Alves diz que “a Igreja será vista de outra forma” por ajuda durante pandemia

Segundo ministra, sociedade verá instituição religiosa de outra forma depois do fim da Covid-19.

fonte: Guiame, com informações do Correio do Povo

Atualizado: Sexta-feira, 29 Maio de 2020 as 10

Ministra foi uma das convidadas do terceiro encontro da 1ª Jornada Virtual de Estudos em Direito e Religião. (Foto: Reprodução / CP)
Ministra foi uma das convidadas do terceiro encontro da 1ª Jornada Virtual de Estudos em Direito e Religião. (Foto: Reprodução / CP)

A ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, foi uma das convidadas do terceiro encontro da 1ª Jornada Virtual de Estudos em Direito e Religião.

O webinário, promovido pelo Instituto Brasileiro de Direito e Religião (IBDR), discute semanalmente comportamento humano observado diante da Covid-19. O tema do evento desta vez foi “A vocação social da Igreja Cristã em tempos de pandemia”.

Damares afirmou que o cenário no país seria ainda mais crítico se não fosse pela atuação da Igreja junto ao Estado durante a crise do novo coronavírus. “Como ministra, lidero ações voltadas aos vulneráveis. Depois da pandemia, a sociedade vai nos olhar como Igreja de outra forma”, diz ela, também pastora.

Segundo a ministra, deputados federais e senadores que defendem a taxação de impostos a entidades evangélicas e católicas na dentro da reforma tributária “irão repensar algumas práticas no Congresso Nacional”. “Essa pandemia veio para derrubar a ideia de que Estado, mesmo laico, e Igreja não podem trabalhar juntos”, reiterou.

Repatriação

Como exemplo, Damares falou sobre a repatriação de brasileiros que não conseguiam voltar do exterior em virtude das dificuldades motivadas pela Covid-19. “Nossos aviões não podiam buscá-los porque aeroportos estavam fechados. Eles teriam que dormir na rua. Não podiam ficar nem em hotéis. Contatamos filiais das igrejas nos países, que abrigaram nossos brasileiros. Trouxemos 21 mil pessoas”, lembrou.

A ministra citou, ainda, que instituições religiosas socorreram pessoas que moram no interior do Brasil e não têm agências bancárias em suas cidades a fim de receberem o auxílio emergência de R$ 600 destinados pelo governo federal. “Embarcações de igrejas cristãs serviram como bancos em locais que o acesso é por rio em que municípios maiores fecharam suas entradas”, contou.

Segundo a ministra, o Brasil deverá rever as políticas públicas na área social pós-pandemia. “Nem o cadastro dos mais de 2,5 mil abrigos de idosos do país o governo federal tinha”, revelou.

Ela garante que “denominações religiosas que não serão reveladas” fornecem alimentos e equipamentos a lares de idosos e abrigos de crianças “em silêncio”. Damares defendeu a liberdade religiosa e a manutenção da igreja como serviço essencial durante a pandemia.

O quarto e último webinário será em 2 de junho.

 

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