Educadoras são demitidas por expressarem crenças contra ideologia de gênero

Os advogados de defesa alegam que puni-las por expressarem suas opiniões sobre a política educacional vai contra a Primeira Emenda.

Fonte: Guiame, com informações da ADFAtualizado: sexta-feira, 12 de maio de 2023 às 13:47
Katie Medart e Rachel Sager. (Foto: Reprodução/ADF)
Katie Medart e Rachel Sager. (Foto: Reprodução/ADF)

As educadoras Katie Medart e Rachel Sager foram demitidas de suas funções pelo Distrito Escolar de Oregon (EUA) por compartilharem suas crenças. Mais tarde, o distrito teve que reintegrá-las, mas em posições inferiores. 

Katie Medart foi professora na North Middle School em Grants Pass, Oregon, e Rachel Sager atuou como diretora assistente na mesma escola. As duas expressaram seu amor pelo trabalho com crianças e disseram que estavam buscando a melhor educação possível. 

As educadoras viram funcionários eleitos nos níveis federal, estadual e local promoverem leis e políticas coagindo os educadores a adotar uma ideologia de gênero radical.

Katie e Rachel acreditam firmemente que essa ideologia prejudica as crianças, e elas queriam compartilhar essas preocupações e propor melhores políticas na esperança de fazer uma mudança.

‘Luta pelo direito das crianças’

As duas profissionais alegam que as políticas de identidade de gênero sugeridas pelo governo estadual colocam as crianças em perigo: “Por exemplo, as políticas propostas que forçariam as meninas a compartilhar banheiros com os meninos e vice-versa na escola violam a privacidade dos alunos e ameaçam sua segurança”.

Além disso, Katie e Rachel acreditam que forçar os professores a usar pronomes incompatíveis com o sexo do aluno viola os direitos dos professores e incentiva as crianças a ignorar a realidade.

Para resolver suas preocupações, as professoras iniciaram um movimento de base chamado “Eu resolvo” para falar sobre questões de política educacional de identidade de gênero e oferecer soluções que permitiriam aos professores continuar ensinando sem violar suas crenças.

Elas também defenderam os direitos dos pais de controlar a criação e educação de seus filhos. Usando seu próprio tempo e recursos, a dupla postou um vídeo em seu site explicando as soluções propostas.

Logo depois, o Grants Pass School District começou a receber reclamações de pessoas que discordavam de Katie e Rachel. Em vez de defender o direito delas, o distrito escolar cedeu à multidão.

Sobre o processo

Em junho de 2021, os advogados do Pacific Justice Institute (PJI) entraram com uma ação no tribunal distrital federal em nome de Katie e Rachel. Infelizmente, o tribunal distrital decidiu a favor do distrito escolar, determinando que os administradores poderiam punir Katie e Rachel por falarem livremente sobre suas crenças.

“Mas punir as educadoras por expressarem suas opiniões sobre a política educacional só porque alguns não gostaram do que elas tinham a dizer vai contra a Primeira Emenda”, defendem os advogados.

Os advogados da Alliance Defending Freedom (ADF) fizeram parceria com a PJI para defender a liberdade de expressão de Katie e Rachel. Elas recorreram da decisão do tribunal distrital ao Tribunal de Apelações do 9º Circuito dos Estados Unidos.

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