Grupo de Alcoólicos Anônimos é censurado por orar no início das reuniões, na Inglaterra

A administração do AA puniu e separou o grupo, e ainda o removeu do site da organização.

Fonte: Guiame, com informações de CBN News e Daily MailAtualizado: terça-feira, 4 de janeiro de 2022 19:59
Os Alcoólicos Anônimos foi criado por cristãos, na década de 1930. (Foto: Wikimedia Commons/Philipp Müller-Dorn).
Os Alcoólicos Anônimos foi criado por cristãos, na década de 1930. (Foto: Wikimedia Commons/Philipp Müller-Dorn).

Um grupo dos Alcoólicos Anônimos (AA), na cidade de Yeovil, Inglaterra, foi censurado por orar o “Pai Nosso” no início de suas reuniões. Os líderes do AA removeram o grupo do site da organização, argumentando que ele havia se tornado muito focado na fé cristã

Entretanto, John Palmer, tesoureiro do grupo em Yeovil, lembrou que os Alcoólicos Anônimos foi criado por cristãos, na década de 1930, e adotou a “Oração da Serenidade”, para ser recitada ao final das reuniões e a tradição se popularizou em todo o mundo, até os dias de hoje, de acordo com a Christian Concern do Reino Unido.

“AA foi fundada por cristãos para salvar e transformar vidas. Ao longo dos anos, tenho visto o cristianismo sendo corroído e marginalizado da organização como um todo. É triste de ver, e como resultado, acho que AA está tendo menos impacto na vida das pessoas”, afirmou Palmer, de 69 anos, que participou das reuniões na década de 1980, quando era um "náufrago viciado”.

E protestou: “É uma decisão ridícula. Eles nos removeram da seção “Encontre uma reunião” do site da AA, o que impedirá que novos membros nos encontrem. Em outras palavras, estamos sendo fechados”.

A desaprovação do grupo de Yeovil foi levada a uma reunião de administradores da AA, em Somerset, e uma ata foi feita para registrar as críticas dos líderes, que descreveram o grupo Yeovil como “adorável, mas não [funciona] de acordo com as diretrizes de AA”.

A diretoria ainda criticou uma pessoa do grupo por afirmar que “a única forma de recuperação é por meio de Jesus”. “Eles foram contra as tradições, não há nada de errado em falar sobre Jesus, mas isso não é AA. O grupo deve ser mantido separado", escreveram na ata.

Assim como muitos outros AA pelo mundo, o grupo de Yeovil realiza as reuniões em uma igreja. “Você não precisa ser cristão para fazer parte de um grupo de AA, mas se você não pode orar o Pai Nosso em uma igreja sem ser tratado assim, para onde vamos? Não estamos batendo palmas e nem pressionamos o cristianismo nas pessoas”, explicou Palmer.

Andrea Williams, executiva-chefe da Christian Concern, condenou a atitude dos administradores do AA de punir o grupo de Yeovil. 

“O poder da mensagem do Evangelho é o que inspirou a criação de AA, após a transformação radical que os alcoólatras experimentaram ao encontrar esperança e cura em Jesus Cristo”, afirmou Williams.

E concluiu: “Separar e punir os cristãos para que eles não possam atrair novos membros para compartilhar a mensagem do Evangelho de esperança é perturbador e ridículo”.

Os primórdios dos Alcoólicos Anônimos surgiu no Grupo Oxford, uma organização cristã fundada por Frank Buchman, um ministro luterano que atuava como missionário.

 

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