Grupo pró-vida oferece US$ 3 mil para mulheres desistirem do aborto

Save Unborn Life diz já ter conseguido salvar 70 crianças ao adotar ajuda de custo para mães.

fonte: Guiame, com informações do The Guardian

Atualizado: Sexta-feira, 5 Abril de 2019 as 4:33

Manifestações pró-vida nos Estados Unidos. (Foto: Olivier Douliery / Getty Images)
Manifestações pró-vida nos Estados Unidos. (Foto: Olivier Douliery / Getty Images)

A presidente do Save Unborn Life (Salve a vida por nascer), um grupo pró-vida americano, Laura Merriott é uma enfermeira aposentada da Força Aérea dos EUA que sempre foi pró-vida e costumava fazer trabalhos voluntários. Depois de ver várias mulheres decidirem abortar devido por razões financeiras, ela pensou: “Por que não lhes damos dinheiro?”

Com essa solução nasceu a Save Save Unborn Life. Laura fez a pergunta crucial para entender porque muitos casos as mulheres decidiam interromper a gravidez. “Quanto você pagaria para salvar um feto do aborto?”, perguntou.

Com um número em mente, Save Unborn Life decidiu oferecer às mulheres prestes a abortar seus bebês a quantia de 3.000 dólares. A ideia era que elas apenas mantivessem a gravidez até o nascimento da criança. A mãe que aceitasse a doação poderia, assim que o bebê nascesse, mantê-lo ou entregá-lo para adoção.

Laura diz que existe um contrato entre a Save Unborn Life  e as mães grávidas, onde fica estipulado que depois que a mãe grávida levar der a luz ela terá os recursos financeiros disponibilizados. O contrato está disponível na íntegra no site da Save Unborn Life.

Uma das mulheres que acabaram convenciadas a desistir de abortar foi Flora. Há cerca de um ano, ela descobriu que estava grávida e seu namorado havia ido embora. Mesmo sendo anti-aborto, Flora conta que pegou uma lista telefônica e começou a procurar um lugar que pudesse ajudá-la.

“Sem ajuda, eu estava tentando descobrir como eu poderia fazer um aborto ou alguém que pudesse me ajudar a pagar por um aborto”, disse ela, que encontrou o Centro de Atendimento a Mulheres, do condado de Erie, para onde telefonou.

“Eu os chamei pensando que eles eram um lugar que ajudava nos abortos. Eles me convidaram para uma reunião para conversar sobre isso. Expliquei a minha situação e depois descobri que não estava lá para me ajudarem a fazer um aborto. Eu estava lá para eles ajudarem a salvar meu bebê”, conta.

A primeira reunião não foi suficiente para convencer Flora a manter sua gravidez. Ela concordou, no entanto, em tentar aconselhamentos. Foi quando ela foi apresentada a Laura Merriott.

Desde novembro, Laura conta que já entregaram dinheiro a 70 mães, incluindo Flora. “Tivemos 73 bebês porque tivemos três gêmeos salvos”, disse ela, que pergunta: “Que dádiva maior podemos oferecer que salvar um bebê do aborto?”

A Save Unborn Life tem como porta-voz a atriz brasileira Jennifer O'Neill, radicada nos EUA, que diz arrepender-se de ter feito um aborto.

Brenda Newport, que administra o centro pró-vida, onde Flora foi à procura de um aborto, disse que a oferta de 3.000 dólares é útil se o dinheiro for “o fator motivador do aborto”.

Um estudo feito pelo Instituto Guttmacher, que se dedica à pesquisa em saúde sexual e reprodutiva, entrevistou mais de 1.000 mulheres em 2004 sobre o motivo pelo qual decidiram fazer um aborto e 73% disseram que não podiam arcar com os custos de ter uma criança.

Um terço das mulheres, que foram solicitadas a fornecer razões para a decisão, disseram que eram estudantes ou planejavam estudar; cerca de 23% não conseguiam pagar as necessidades básicas; 28% disseram que não podiam custear um bebê e cuidar dele; pouco mais de uma em cada cinco (22%) estavam desempregadas; e 21% não podiam deixar o emprego para cuidar de um bebê.

Além da quantia em dinheiro, a organização também oferece vários serviços que ajudam a minimizar os custos da gravidez. Laura às vezes ajuda mães com mantimentos e fraldas e também auxilia as mulheres a obterem itens, como berços doados e roupas de bebê.

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