Menina de 14 anos engravida após estupro coletivo de soldados russos na Ucrânia

A vítima mora em Bucha, cidade onde foram encontrados corpos de civis em valas comuns.

Fonte: Guiame, com informações de Metrópoles Atualizado: sexta-feira, 29 de abril de 2022 14:52
A Ucrânia denunciou mais de 300 casos de estrupro por tropas russas. (Foto: YouTube/CBN News).
A Ucrânia denunciou mais de 300 casos de estrupro por tropas russas. (Foto: YouTube/CBN News).

Uma menina ucraniana de 14 anos engravidou após ter sofrido estupro coletivo de soldados russos. A adolescente mora em Bucha, cidade onde foram encontrados corpos de civis em valas comuns e espalhados pelas ruas, após a saída das tropas de Putin. 

A gravidez é a primeira a ser comprovada, depois da Ucrânia denunciar mais de 300 casos de estrupro contra mulheres e meninas ucranianas pelas forças russas. A família da menina decidiu prosseguir com a gestação.

A ocorrência está sendo investigada pela psicóloga Oleksandra Kvitko, da Associação Nacional de Psicologia e da Associação Ucraniana de Psicanálise.

Oleksandra também está acompanhando mais quatro casos de meninas grávidas após estrupo por militares da Rússia durante o conflito. A vítima mais jovem é uma criança de apenas 10 anos.

“Meninas de 14, 15, 16 anos são frequentemente estupradas. Depois da guerra, haverá muitas adolescentes grávidas na Ucrânia”, afirmou a psicóloga.

Segundo Oleksandra, até o dia 25 de abril ela já tinha recebido 101 ligações no disque-denúncia disponibilizado para vítimas de violência sexual por soldados invasores. 

A ex-ministra do Trabalho e Política Social da Ucrânia, Lyudmila Denisova, informou que 12 casos de gravidez após estrupo das tropas russas foram registrados. Acredita-se que o número de casos é maior e não foram notificados.

Crime de guerra

No dia 4 de abril, as Forças Armadas da Ucrânia denunciaram que mais de 300 casos de estupros contra mulheres ucranianas por tropas russas foram relatados em meio a guerra. A denúncia incluiu violência sexual contra meninas de 12 a 14 anos.

Os militares ucranianos descreveram os soldados russos como "estupradores sem limites morais". "A Rússia está estuprando a Ucrânia. Eles estão bombardeando nossas cidades, saqueando, assassinando, estuprando mulheres", afirmaram.

“Recebemos várias ligações para nossa linha direta de emergência de mulheres e meninas em busca de assistência. Não conseguimos alcançá-las por causa dos combates", disse Kateryna Cherepakha, presidente da organização de igualdade de gênero e direitos humanos La Strada, na Ucrânia.

A chefe de assuntos políticos da ONU, Rosemary DiCarlo, afirmou que a Missão de Monitoramento de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas está verificando as denúncias de estupro na Ucrânia.

"Isso inclui estupro coletivo e estupros na frente de crianças. Também há denúncias de violência sexual por parte das forças ucranianas e milícias de defesa civil”, revelou Rosemary.



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