
Os detentos de penitenciárias do Irã, incluindo pelo menos 48 cristãos, estão enfrentando risco de morte em meio a guerra com os Estados Unidos e Israel, conforme o Article 18, uma organização que monitora a perseguição.
Diversas organizações expressaram preocupação com a segurança dos presos. No sábado (7), a Anistia Internacional afirmou que as prisões iranianas foram atacadas no conflito.
A organização declarou que a recusa do Irã em libertar presos políticos está “colocando esses prisioneiros em risco de morte ou dano grave".
A Anistia Internacional também denunciou más condições nas penitenciárias. "Alguns prisioneiros foram transferidos para locais ou áreas não identificadas próximas a potenciais alvos militares, aumentando as preocupações com sua segurança", disse.
"As autoridades também estão submetendo prisioneiros ao desaparecimento forçado e negando o acesso a alimentos e água adequados”.
Prisão de Evin
Na Prisão de Evin, em Teerã, onde estão pelo menos 16 cristãos, as condições são mais graves. Entre os prisioneiros, estão muitos crentes idosos como o pastor iraniano-armênio Joseph Shahbazian e Nasser Navard Gol-Tapeh, que sofreu um derrame em sua cela solitária no ano passado.
Segundo o jornal DW Persian, "a administração da Prisão de Evin está em séria desordem, e a equipe trancou as portas e evacuou algumas enfermarias – uma situação que atrapalhou o acesso dos presos ao depósito da prisão e aos itens essenciais”.
Na semana passada, a Penitenciária da Grande Teerã foi danificada após um bombardeio atingir um local próximo, conforme a BBC Persian.
"Cerca de cinco explosões altas foram ouvidas, o prédio administrativo foi severamente danificado, as janelas foram quebradas e várias paredes da prisão destruídas. Todos os prisioneiros saíram e os guardas os reprimiram severamente, e não sei quantas pessoas ficaram feridas ou mortas, porque os guardas atiraram muito”, relatou uma fonte local à BBC Persian.
O Centro de Direitos Humanos do Irã apelou à comunidade internacional para que tome medidas para libertar os prisioneiros.
“Governos do mundo todo e organizações internacionais usem urgentemente todos os canais diplomáticos e políticos disponíveis para pressionar as autoridades iranianas a libertarem todos os prisioneiros e detentos políticos e garantir que nenhuma execução seja realizada durante este período de conflito", pediu.
Pedido de oração
A Portas Abertas Espanha emitiu um pedido de oração pelos cristãos presos no Irã.
“Diversos relatos recentes indicam que as condições se deterioraram dentro da Prisão de Evin, a notória prisão onde muitos cristãos e presos políticos estão detidos: o fornecimento de alimentos e as comunicações foram cortados, e os presos estão sendo transferidos para locais desconhecidos”, afirmou.
“Ore a Deus pela proteção física, emocional e espiritual dos presos cristãos no Irã. Ore para que eles não sejam usados como escudos humanos ou moeda de troca, mas que sejam protegidos de todo mal. Ore para que as prisões não sejam alvos de ataques. Orem para que sejam libertados e tenham todos os seus direitos restaurados em breve”, acrescentou.
O Irã ocupa a 10ª posição da Lista Mundial da Perseguição 2026 da Missão Portas Abertas.
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