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Biblioteca ambulante leva quase 4 mil livros às crianças de morros do Rio

Biblioteca ambulante leva quase 4 mil livros às crianças de morros do Rio

Atualizado: Quarta-feira, 4 Novembro de 2009 as 12

Em meio às notícias sobre violência que ocorrem em comunidades do Rio de Janeiro, uma série de iniciativas culturais não deixaram de movimentar as escolas e ONGs presentes nos morros da cidade. Entre elas, está a biblioteca ambulante do produtor teatral e morador do complexo da Penha, Otávio César Júnior. Com seus quase 4 mil livros ele perambula por mais de 20 comunidades nas favelas do complexo do Alemão e da Penha todas as semanas.

O objetivo é estimular as crianças e adolescentes a gostarem de leitura. Embora o foco seja esse, o projeto Leitura Ler é 10 - Leia Favela, como ele batizou seu trabalho, não usa só o artifício de contar histórias em voz alta para cativar o público. "Gosto de mesclar atividades de teatro e cinema com leitura e promover debates sobre as diferenças de linguagem que existem para contar uma história", disse.

O Leia Favela diverte as crianças desde 2006 e foi um dos finalistas do prêmio Vivaleitura 2009, promovido pelos ministérios da Educação e da Cultura. "Fiquei surpreso, não esperava. É o primeiro ano que faço inscrição", disse.

A biblioteca funciona nos espaços das escolas e das ONGs presentes nos morros. Durante o período de quatro dias a uma semana que a biblioteca está presente em um local escolhido, fica aberta o dia todo e promove uma atividade por dia. Entre elas estão a exibição de filmes - Harry Potter e as Crônicas de Nárnia são exemplos ? seguidas por debates com professores das próprias comunidades, além da encenação de peças de teatro a partir de textos literários.

Os próprios professores e atores das entidades locais participam do projeto. Durante o "lanchinho literário", outra das atividades da lista, ele lê poesias para as crianças e adolescentes e, logo na sequência, há distribuição de sucos e biscoitos.

No total, a biblioteca tem um cronograma de 30 atividades, que vão sendo alteradas conforme ficam muito conhecidas. O projeto conta com o apoio do Instituto Kinder do Brasil e de entidade que reúne fornecedores das indústrias gráficas, a Afeigraf. Escritores e editoras também colaboram, doando livros e prestando consultoria quando Otávio precisa de conselhos para montar as atividades.

Ideias para 2010

Com o Leia Favela fazendo sucesso, Otávio já pensa em ampliar o trabalho. No ano que vem, a partir de janeiro, ele pretende abrir uma biblioteca fixa no complexo da Penha. Lá, o esquema de atividades será igual ao da biblioteca móvel. Por enquanto, a fase é de definição de parcerias e do local de funcionamento.

E ainda não vai parar por aí. Os adultos das mesmas comunidades também vão poder contar com as iniciativas do criativo Otávio. Ele pensa em colocar nas ruas uma combi abastecida com livros, que futuramente vai emprestar as obras aos moradores.

Serviço:

Para fazer doações ou saber mais sobre o projeto, os contatos são [email protected] ou (21) 9964-3250  

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