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Air France: Piloto pode ter tentado voltar ao Brasil

Air France: Piloto pode ter tentado voltar ao Brasil

Atualizado: Sexta-feira, 7 Maio de 2010 as 8:20

O avião da Air France que se acidentou no Oceano Atlântico no dia 1º de junho de 2009 pode ter dado meia volta para tentar retornar ao Brasil antes de cair no mar, de acordo com uma fonte governamental francesa citada pelo jornal Le Figaro nesta sexta-feira (7).

Essa hipótese se baseia na fixação de uma nova zona de buscas do Airbus A330 - que caiu com 228 pessoas a bordo quando voava do Rio de Janeiro a Paris - a partir de um possível sinal das caixas-pretas, registrado pelo sonar do submarino nuclear francês Emeraude no início de julho de 2009.

A fonte do governo diz ao jornal que, se for confirmado que o aparelho caiu nessa área, cerca de 40 km a sudoeste de sua última posição conhecida, a hipótese de que o piloto estaria tentando voltar ao Brasil seria muito provável.

''Significaria que o avião estava perdido e, conforme os procedimentos em vigor, deu meia volta para sair de uma zona de nuvens cumulonimbos (uma possível tempestade) para voltar ao Brasil''.

A fonte também diz que a confirmação da nova área de queda significaria que o navio Seabed Worker, fretado pelo organismo francês responsável pela investigação, o BEA, fez buscas inúteis desde março, já que procurava no local errado.

Segundo anunciou o próprio BEA, o navio vai realizar, a partir desta sexta-feira, buscas no novo perímetro delimitado pelas conclusões obtidas da análise do sinal captado pelo sonar há mais de dez meses, graças à interpretação feita por um novo programa de computador.

Os técnicos da Thales (empresa fabricante do sonar) e especialistas da Marinha francesa consideram que as caixas-pretas da aeronave enviaram os sinais detectados pelo submarino, o que permitiu o estabelecimento de uma nova área de buscas. O problema, agora, será localizar o posicionamento exato dessas caixas-pretas e resgatá-las, um trabalho que, segundo o porta-voz do Ministério francês de Defesa, o general Christian Baptiste, é muito difícil.

É como encontrar uma caixa de sapatos em um espaço tão grande quanto a cidade de Paris, em um terreno tão acidentado quanto a cordilheira dos Andes.

De toda forma, o BEA acredita que, caso encontradas, as caixas-pretas poderão ser analisadas, já que foram concebidas para resistir a impactos fortíssimos, temperaturas superiores a mil graus (por conta da possibilidade de incêndios) e pressões equivalentes às de locais a 6.000 metros abaixo do nível do mar.

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