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Australiana processa bancos por não impedir fraude de filho

Australiana processa bancos por não impedir fraude de filho

Atualizado: Segunda-feira, 24 Outubro de 2011 as 1:47

Uma mulher está processando os quatro maiores bancos australianos por não terem impedido seu filho adolescente de realizar uma série de operações fraudulentas, segundo a imprensa do país.

O jornal 'The Sydney Morning Herald' diz que a mulher - que não teve seu nome divulgado por razões legais - quer uma indenização e um pedido de desculpas dos bancos Commonwealth Bank, ANZ, Westpac e NAB por não terem submetido o filho a 'checagens mais rigorosas' antes de permitir que ele abrisse contas bancárias e usasse cartões de débito.

Em 2007, o garoto, então com 14 anos, chegou a faturar cerca de 6 mil dólares australianos (mais de R$ 11 mil) por dia.

Depois de conseguir abrir contas munido de documentos falsos, o menino oferecia em sites como e-bay a venda de produtos não existentes como laptops, relógios e telefones celulares. Calcula-se que o esquema lhe tenha rendido cerca de 200 mil dólares australianos (quase R$ 370 mil). A fraude foi descoberta e ele acabou cumprindo pena em instituições para menores

O jornal afirma que a mãe tentou inúmeras vezes alertar os bancos. 'Ele era um garoto inteligente que descobriu como trapacear o sistema em seu benefício. Como sua mãe e guardiã legal, implorei a bancos que parassem de lhe dar contas e cartões de débito, mas eu nunca avancei por causa das leis de privacidade', disse ela, que chegou a denunciar o garoto 15 vezes para a polícia.

Além do esquema de vendas, o garoto começou a fraudar os bancos, aproveitando-se do cheque especial. Ele depositava pequenas quantias em cada conta e passava a ter o direito de retirar quantias maiores.

'Quando um conta era fechada, ele abria outra, se tornou um vício', disse a mãe.

O menino começou a gastar muito, comprando roupas de marca como Versace e Prada e levando amigos para festas de final de semana em outras partes do país, além do aluguel de coberturas de luxo e limusines.

'Eu era uma mãe solteira de dois filhos, tentando desesperadamente colocar comida na mesa e ele voltava de banquetes em restaurantes de luxo e me entregava restos em embalagens de plástico', disse ela.      

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