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Banqueiros equatorianos devem vender ações em meios de comunicação

Banqueiros equatorianos devem vender ações em meios de comunicação

Atualizado: Quarta-feira, 20 Outubro de 2010 as 12:12

Os banqueiros equatorianos têm até esta quarta-feira, 20, como prazo final para vender todas as ações que possuírem em meios de comunicação do país, em cumprimento a uma cláusula da Constituição que pretende eliminar a influência dos "grupos de interesse" nas notícias.

"O prazo deve ser cumprido com todo rigor", disse uma fonte da Superintendência de Bancos e Seguros do Equador, que pediu para não ser identificada.

A medida afeta tanto meios audiovisuais quanto escritos, mas a presença dos banqueiros no conjunto de acionistas é mais maior em televisões e rádios.

O caso mais importante é o da Teleamazonas, um dos principais canais do país, que era controlado pelo poderoso banqueiro Fidel Egas.

Egas anunciou a transferência de suas ações da emissora, assim como da Dinediciones, uma editora de revistas, a um fideicomisso cujos sócios são funcionários da empresa - amigos seus -, uma empresa espanhola e outra peruana, que não identificou.

A Superintendência de Bancos não publicou a lista de veículos de comunicação que serão envolvidos porque, por lei, não pode divulgar o conjunto de acionistas de sociedades anônimas, de acordo com a fonte.

Todos os banqueiros do Equador, inclusive administradores de entidades financeiras, membros dos conselhos administrativos e diretores, terão de apresentar à Superintendência até o próximo dia 30 uma declaração juramentada de que não possuem nenhuma ação em meios de comunicação, indicou a fonte.

Em seguida, a Superintendência de Bancos, a de Empresas, a de Telecomunicações e o Conselho Nacional de Telecomunicações verificarão se de fato já não há presença dos bancos nas ações da imprensa equatoriana.

Quem desacatar a ordem, enfrentará sanções que vão desde a suspensão de sua condição de acionista até o leilão de sua participação por parte do Estado.    

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