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Coreia do Sul: após manobras, Lee convoca Conselho de Segurança

Coreia do Sul: após manobras, Lee convoca Conselho de Segurança

Atualizado: Terça-feira, 21 Dezembro de 2010 as 10:11

O presidente da Coreia do Sul, Lee Myung-bak, convocou nesta terça-feira, 21, seu Conselho de Segurança Nacional (CSN), um dia depois de manobras militares com fogo real perto da fronteira com a Coreia do Norte.   Uma porta-voz do gabinete presidencial disse à agência sul-coreana Yonhap que a sessão irá revisar as medidas de segurança do país e a eventual ampliação das funções do Centro de Gestão de Crises do governo.

O CSN é um mecanismo presidencial de consultas sobre assuntos de segurança nacional e política exterior que reúne o chefe de Estado, o primeiro-ministro, os ministros do Exterior, Defesa e União e o responsável pelos serviços de Inteligência.

É a quinta reunião do Conselho de Segurança Nacional que convoca Lee desde que ele assumiu a presidência em fevereiro de 2008.

Sua última sessão foi em maio passado depois do naufrágio do navio sul-coreano Cheonan, no qual morreram 46 tripulantes. Seul atribui o incidente a Pyongyang, ainda que o regime comunista negue o fato.

Na segunda-feira, 20, a Coreia do Sul fez manobras com fogo real nas águas do Mar Amarelo (Mar Ocidental) perto da ilha de Yeonpyeong, que em 23 de novembro foi atacada pela Coreia do Norte. Na ocasião, quatro foram mortos.

Coreia do Norte e AIEA A Coreia do Norte irá seguir os inspetores da Agência de Energia Atômica (AIEA) no país para assegurar que Pyongyang não está processando urânio enriquecido, disse Bill Richardson, governador do estado norte-americano do Novo México, ao deixar Pyongyang nesta terça-feira, 21.

"Eles mostraram um certo pragmatismo em não proceder com retaliação", disse Richardson a repórteres após chegar em Pequim da capital norte-coreana, onde esteve em viagem privada procurando mediar a tensão.

A Coreia do Norte mostrou reconhecer que eles "se moveram muito negativamente contra as negociações", ele acrescentou.

A Coreia do Norte voltou atrás no confronto após o "imprudente" teste militar do Sul nesta segunda-feira, 20, e demonstrou abertura para novas inspeções nucleares, o que é visto por Washington como uma atitude prudente.    

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