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Dez sudaneses do sul são mortos na fronteira com o norte

Dez sudaneses do sul são mortos na fronteira com o norte

Atualizado: Terça-feira, 11 Janeiro de 2011 as 9:44

Homens armados da tribo árabe Misseriya assassinaram 10 sudaneses do sul e feriram 18 perto da divisa, quando o grupo deixava o norte do Sudão, informou nesta terça-feira o ministro do Interior do Sul, Gier Chuang. "Um comboio de civis que retornava do norte para o sul foi atacado ontem (segunda-feira) por volta das 05H00 da tarde (12H00 de Brasília) por árabes Misseriya armados. Dez foram mortos, e 18 feridos", disse Chuang em Juba.

"Os agressores atacaram em seis ou sete veículos com armas". A emboscada na fronteira entre os estados de Kordofan do Sul (norte do Sudão) e Bahr al-Ghazal do Norte (no Sudão do Sul) ocorreu em meio ao segundo dia do histórico referendo de independência, que se estenderá até o próximo sábado. Milhares de sudaneses do sul que vivem no norte continuam cruzando a fronteira para votar.

Chuang afirmou que o governo de Cartum deveria se responsabilizar pelo ataque dos árabes, cuja tribo atuou como milícia durante a sangrenta guerra civil de 1983-2005 e ainda se envolve regularmente em enfrentamentos com a tribo Dinka, pró-sul, no disputado distrito fronteiriço de Abyei.

"Os Misseriya pertencem a um Estado e este Estado deve ser responsabilizado", afirmou o ministro. Gier Chuang, no entanto, destacou que este foi o único episódio de violência até agora a marcar o referendo, que nesta terça-feira começou seu terceiro dia de trabalhos com longas filas à porta das sessões eleitorais, que abriram às 08H00 (03H00 de Brasília).

"Fora isso, a segurança em todos os estados do sul permanece normal, e o sul está no caminho para alcançar o objetivo pelo qual lutou por tantos anos", indicou.

Na segunda-feira, a comissão que organiza o referendo anunciou que 20% dos quase quatro milhões de eleitores inscritos votou no primeiro dia.    

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