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Família perde batalha para permitr morte de vítima de danos cerebrais

Família perde batalha para permitr morte de vítima de danos cerebrais

Atualizado: Quinta-feira, 29 Setembro de 2011 as 1:31

Rotina de "M" é ser colocada na cama ou em uma

cadeira, segundo familiares. (Foto: BBC)

  Um juiz da Suprema Corte britânica negou os pedidos da família de uma mulher que sofre de danos cerebrais profundos e incuráveis, que reivindicava que fosse dado a ela o direito de morrer. A mulher, de 52 anos e que vem sendo identificada apenas pela inicial "M", sofreu um dano cerebral intenso em 2203, após ter sido diagnosticada como portadora de encefalite viral, uma doença que atinge o cérebro.

Os médicos avaliaram que a mulher vive em estado de consciência mínima - considerada uma categoria acima do estado vegetativo.

Considera-se que pessoas em estado de consciência mínima possuem alguma noção do ambiente em que vivem e apresentam traços de memória ou intenção.

Foi a primeira vez que um tribunal britânico apreciou um pedido de permitir a morte de uma pessoa que é clinicamente dependente mas que não está em estado vegetativo.

"Vida dependente "

A família de "M", que está internada em um hospital, solicitou em 2007 que fosse interrompida a alimentação artificial e hidratação que ela vinha recebendo.   Os familiares da mulher argumentaram que ela não gostaria de levar uma "uma vida que dependesse de outras pessoas".

Mas o juiz Jonathan Baker, da Suprema Corte, apesar de reconhecer que a vida de "M" tem uma "série de aspectos negativos", acrescentou que ela é capaz de ter "algumas experiências positivas".

Durante seu testemunho, a irmã da mulher relatou que "M" "não tem qualquer prazer na vida" e que a rotina dela, que consiste em ser "tirada da cama, colocada em uma cadeira e colocada de volta na cama" não "representa uma vida, é apenas uma existência".

A família e seus advogados argumentaram ainda que "M" não é capaz de se comunicar de forma consistente, não pode se mover ou cuidar de si mesma de forma alguma e sofre dores e desconfortos constantes.

Eles disseram ainda que nos últimos anos ela não foi capaz de apresentar qualquer progresso em seu estado de saúde.          

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