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Greenpeace ocupa usina na África do Sul e denuncia uso de carvão

Greenpeace ocupa usina na África do Sul e denuncia uso de carvão

Atualizado: Segunda-feira, 7 Novembro de 2011 as 3:30

Ecologistas do Greenpeace ocuparam nesta segunda-feira (7) as obras de construção de uma usina termelétrica na África do Sul para denunciar o uso intensivo do carvão no país que será sede da próxima Cúpula de Mudança Climática da ONU (COP17), que acontecerá em Durban.

Em breve comunicado, a organização informou que seis ativistas acorrentaram-se a 110 metros de altura, no alto de um dos guindastes usados na obra da usina em Kusile, (norte do país), propriedade da companhia elétrica estatal Eskom.

Os ecologistas penduraram cartazes taxando a planta de Kusile de assassina do clima, com o objetivo de denunciar que "os custos reais da central de carvão são altos demais para os sul-africanos". A organização ambiental acrescentou que os ativistas não deixarão as instalações até que a mensagem seja ouvida.

Ecologistas escalaram guindaste e penduraram faixas de protesto contra construção de usina térmica movida a carvão (Foto: Reuters/Benedicte Kurzen/Greenpeace ) O carvão é um dos combustíveis fósseis mais abundantes e baratos, mas é a fonte de energia mais poluente, por suas altas concentrações de enxofre e de CO2, principal gás causador do efeito estufa e do aquecimento global.

A central de Kusile, na província de Mpumalanga, é uma das duas novas centrais termelétricas que a Eskom vai construir, e irá gerar 4,8 mil MW a base de carvão.

A África do Sul gera atualmente 90% de sua energia a partir do carvão. Segundo o Departamento de Assuntos Ambientais sul-africano, este país é responsável por quase metade das emissões do continente africano e ocupa o 12º lugar no ranking de países poluentes "devido à alta dependência do carvão". A taxa de CO2 por habitante é maior do que a média europeia e 3,5 vezes superior à dos países em desenvolvimento.

Pelo plano de recursos elétricos para o período 2010-2030, até o ano de 2030 cerca de 65% da energia na África do Sul será de térmicas geradas a carvão e apenas 9% de energia eólica e painéis solares e 26% de energia nuclear.

Guardas tentam remover ambientalistas do Greenpeace que se acorrentaram aos portões de entrada da futura usina térmica movida a carvão (Foto: Reuters/Shayne Robinson/Greenpeace )        

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