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Grupo de aposentados do Japão quer enfrentar radiação em Fukushima

Grupo de aposentados do Japão quer enfrentar radiação em Fukushima

Fonte: Atualizado: sábado, 31 de maio de 2014 às 09:40

Um grupo de mais de duzentos aposentados japoneses se uniu e, voluntariamente, quer enfrentar a crise nuclear gerada pelo desastre na usina de Fukushima, atingida pelo tsunami em março.

A 'Unidade dos Veteranos Hábeis', como eles se chamam, é formada por engenheiros e outros profissionais aposentados, todos acima dos 60 anos.

O engenheiro aposentado Yasuteru Yamada, de 72 anos, teve a ideia ao ver pela televisão as imagens do desastre. E insiste que o grupo não é suicida.     Yasuteru Yamada, de 72 anos, um dos membros da 'Unidade dos Veteranos Hábeis' (Foto: BBC)     'Não somos kamikazes', diz Yamada se referindo aos pilotos suicidas da Segunda Guerra Mundial. Para ele, 'kamikazes não têm gerenciamento de riscos. Eles morrem, mas nós vamos voltar', disse o aposentado.

Quase três meses depois de as explosões destruírem o complexo nuclear de Fukushima, a usina ainda espalha radiação na área.

A operadora da usina já admite que provavelmente há derretimento em três reatores.

Muitos dos funcionários que tentam controlar o vazamento na usina são jovens. O grupo de aposentados afirma que eles têm menos risco de desenvolver cancer, pois já estão no fim de suas vidas.

'Em média, eu provavelmente terei mais 13 a 15 anos de vida', conta Yamada. 'Mesmo se eu for exposto à radiação, o câncer precisará de 20 ou 30 anos para se desenvolver, portanto, nós, mais velhos, temos menos chances de ter câncer', disse o engenheiro aposentado.

O governo já está analisando a oferta, pois, provavelmente, serão necessários mais trabalhadores para a região de Fukushima.

Para fechar e desligar a usina, poderá ser preciso um prazo que vai até janeiro ou mais. A desmontagem pode levar anos.

E, voluntários não devem faltar. O professor aposentado Michio Ito agora trabalha em um café, mas pretende se juntar ao grupo de voluntários.

'Não me acho especial', diz Ito. 'A maioria dos japoneses tem este sentimento, mas a diferença é se a pessoa se oferece para o trabalho ou apenas fica assistindo. Para fazer isso, é preciso muita coragem, mas espero que seja uma grande experiência.'          

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