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Nova greve geral afeta transporte e serviços na Grécia

Nova greve geral afeta transporte e serviços na Grécia

Atualizado: Quarta-feira, 11 Maio de 2011 as 11:24

A Grécia enfrenta nesta quarta-feira (11) uma nova greve geral de 24 horas que afeta o transporte urbano, as conexões marítimas e ferroviárias, os voos e os serviços de saúde e educação, em protesto pelas políticas de austeridade e os planos de privatização do governo.

Desde o início da madrugada deixaram de funcionar várias linhas de transporte público em Atenas. O serviço deve ser normalizado durante esta manhã, mas apenas para que os cidadãos possam participar das manifestações convocadas pelos sindicatos no centro da capital.

A greve afeta em geral as empresas estatais que o governo pretende privatizar dentro da estratégia de redução  para reduzir a enorme dívida do país.

Além disso, maternais, colégios públicos e bancos permanecerão fechados.

Mulher caminha pelo vazio Aeroporto de Atenas. (Foto: John Kolesidis / Reuters)

  O tráfego aéreo será interrompido entre 6h e 10h (de Brasília) devido à participação dos controladores aéreos na greve, o que levou ao cancelamento ou remarcação de centenas de voos. Os navios e os trens ficarão parados, o que afetará as conexões com as ilhas e os itinerários internacionais.

Os hospitais públicos atenderão apenas casos de emergência, e as operações e consultas programadas para esta quarta-feira foram adiadas. O serviço de ambulâncias também funcionará com seu quadro mínimo.

Além disso, a Grécia vive um blecaute informativo pela participação na greve dos jornalistas de toda a imprensa, em particular protesto pela onda de demissões e más condições de trabalho.

  A greve é a resposta dos sindicatos à intenção do governo de aplicar um novo plano de austeridade para arrecadar cerca de 76 bilhões de euros até 2015 mediante a privatização de empresas estatais e a venda de bens públicos, para reduzir o déficit público.

A greve geral desta quarta-feira é a segunda convocada este ano pela Confederação de Trabalhadores da Grécia (GSEE), que representa 1,5 milhão de pessoas, e o Sindicato de Funcionários Civis (ADEDY), que representa outros 700 mil.

As duas organizações exigem que o governo socialista "freie as políticas antissociais, que suprimiram todas as conquistas da classe trabalhadora".

A greve acontece em um ambiente de extrema tensão pelas crescentes avaliações de que a Grécia terá de recorrer a um novo pacote de ajuda externa ou reestruturar sua dívida diante da impossibilidade de assumir o pagamento de suas obrigações.      

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