
As políticas de corte de gastos como as implementadas na Espanha e na Grécia ameaçam o emprego e colocam em perigo a recuperação econômica, afirma a ONU (Organização das Nações Unidas) em seu informe mensal sobre a situação social no mundo, divulgado nesta quarta-feira (22).
Segundo a organização, as medidas de austeridade adotadas por centenas de países como Grécia e Espanha diante de um excessivo endividamento público não ameaçam apenas o emprego da pessoas os gastos sociais, mas também tornam a recuperação econômica mais frágil e incerta. Um informe do departamento de Assuntos Econômicos e Sociais da ONU disse que é preciso reagir com prudência ás pressões da reforma econômica.
- Os governos devem reagir com prudência às pressões em favor da consolidação orçamentária e da adoção de medidas de austeridade se não quiserem se arriscar com a interrupção da recuperação de sua economia.
Este problema não afeta unicamente as economias avançadas, dizem os economistas da ONU, que advertem que vários países em desenvolvimento, especialmente os que se beneficiam de programas do FMI, também sofrem pressões para reduzir seus gastos públicos e adotar medidas de austeridade.
- É essencial que os governos levem em conta as consequências sociais prováveis de suas políticas econômicas" sobre alimentação, saúde e educação, para não penalizar o crescimento econômico a longo prazo, insiste a ONU.
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