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Operários entram em prédio de reator nuclear de Fukushima, no Japão

Operários entram em prédio de reator nuclear de Fukushima, no Japão

Atualizado: Quinta-feira, 5 Maio de 2011 as 1:13

TÓQUIO - A agência de segurança nuclear do Japão informou que trabalhadores entraram nesta quinta-feira no prédio do reator número 1 da central nuclear de Fukushima Daiichi, no nordeste do Japão, pela primeira vez desde que uma explosão de hidrogênio arrancou o teto da estrutura um dia após o devastador terremoto seguido de tsunami de 11 de março

Duas equipes da Tokyo Electric Power Co. (Tepco), que opera a central nuclear, e dez empreiteiros com vestes de proteção, máscaras e tanques de oxigênio trabalharam durante uma hora e meia, entrando e saindo em pequenos grupos para conectar dutos de tubulação a ventiladores que filtrarão 95 por cento do material radioativo no ar, disse um porta-voz da empresa.

- Iremos operar (os ventiladores) durante dois ou três dias. Depois disso planejamos iniciar o trabalho de instalação do sistema de resfriamento - informou o porta-voz Naoyuki Matsumoto.

A Tepco disse que os trabalhadores estavam instalando seis motores de ventilação em uma tentativa de absorver a radiação dentro do edifício. A expectativa é que a tarefa leve de três a quatro dias. Segundo a empresa, os funcionários que realizaram o trabalho devem ter sido expostos a cerca de 3 millisieverts de radiação cada um durante a operação.

Pela lei japonesa, funcionários de usinas nucleares não podem ser expostos a mais de 100 millisieverts ao longo de cinco anos, mas para lidar com a crise de Fukushima o Ministério da Saúde aumentou o limite legal no dia 15 de março para 250 millisieverts em uma emergência.

Matsumoto não soube dar detalhes sobre os termos da contratação dos 10 empreiteiros, mas disse que estão sujeitos ao mesmo limite de 250 millisieverts por exposição à radioatividade dos outros funcionários da usina.

Altos níveis de radiação dentro do prédio vinham impedindo que a equipe entrasse para começar a instalar o novo sistema de resfriamento.

A companhia de energia deve reduzir o nível de radioatividade dentro do reator antes de poder realizar a instalação de sistemas de resfriamento, que foram danificados pelo terremoto e pela tsunami.

O tremor de magnitude 9,0 e o enorme tsunami que o sucedeu mataram cerca de 14.800 pessoas, deixaram aproximadamente mil desaparecidos e destruíam dezenas de milhares de casas. A sequência de acidentes também derrubou todos os sistemas de resfriamento da usina de Fukushima, localizada 240 km ao norte de Tóquio, levando ao maior vazamento de radiação desde o desastre de Chernobyl em 1986.

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