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Premiê de Israel se compromete com paz e diz que país terá de ceder terras '

Premiê de Israel se compromete com paz e diz que país terá de ceder terras '

Atualizado: Terça-feira, 24 Maio de 2011 as 1:54

O premiê de Israel, Benjamin Netanyahu, disse nesta terça-feira (24) diante do Congresso dos EUA que aceita a solução de dois estados no Oriente Médio e que Israel se dispõe a fazer "concessões dolorosas", inclusive de terras, para atingir a paz na região, com a qual se disse profundamente comprometido.

Netahyahu afirmou que Israel terá de ceder partes de sua "terra ancestral" aos palestinos para conseguir uma paz duradoura na região.

Ele disse que Israel será "generoso" nessa concessão,  mas reafirmou que uma volta às fronteiras de 1967 é "indefensável" e também disse que a capital, Jerusalém, não deve ser dividida.

O premiê de Israel, Benjamin Netanyahu, discursa nesta terça-feira (24) diante do Congresso dos EUA (Foto: AFP)  

"Eu estou disposto a fazer concessões dolorosas para chegar a essa paz histórica", disse. "Como líder de Israel, é minha responsabilidade."     "Mas isso não é fácil para mim. Não é fácil, porque eu reconheço que, em uma paz genuína, teremos de ceder partes da terra ancestral judaica", disse, em uma referência à Cisjordânia.

Melhores amigos

O israelense começou sua fala, enfática e bem humorada, afirmando que os EUA não têm melhor amigo que Israel e vice-versa.

Netanyahu voltou a agradecer aos EUA e ao presidente Barack Obama pelo apoio "férreo" que dão a Israel na questão da segurança regional e afirmou que o país não vai abrir mão do direito de se defender de agressões.

O premiê afirmou que Israel "é o que há de certo, e não de errado" no Oriente Médio, e afirmou que o país defende a democracia na região e funciona como uma "âncora" de estabilidade e paz

Ele afirmou que o país quer a paz com outras nações da região, como já ocorreu com Egito e Jordânia, e que quer o mesmo com os palestinos.

Netanyahu reafirmou que os israelenses não são "invasores" em seu país, e que ocupam a terra de seus ancestrais, e que negar isso é deturpar a história. Ele também reafirmou a convicção de que o futuro Estado Palestino deve ser desmilitarizado, mas defendeu que Israel mantenha sua presença militar nas fronteiras.

Hamas

O premiê voltou a criticar o movimento islâmico do Hamas, que atualmente detém o poder na Faixa de Gaza, um dos trechos do futuro estado palestino.

Ele afirmou que o Hamas é terrorista, defende a morte de israelenses e não está comprometido com a paz na região.

Netanyahu disse que, atualmente, Israel está pronto a negociar com a Autoridade Palestina, mas não com o Hamas, a quem acusou de ser uma "versão palestina" da rede terrorista da al-Qaeda, do líder Osama bin Laden.

O premiê pediu ao líder da Autoridade Palestina, Mahmud Abbas, que rompa com o Hamas, recuando de um acordo recentemente firmado pelas principais facções palestinas no Egito.

Irã

Netanyahu pediu aos EUA que mantenham a pressão sobre o Irã, para que o regime de Teerã pense duas vezes antes de desenvolver armas nucleares.

Segundo ele, o país persa precisa saber que "todas as opções estão sobre a mesa" quando se trata da questão nuclear.

Questão das fronteiras

Netanyahu visita Washington alguns dias após discordar publicamente de Obama, sobre as condições do processo de paz.

Na véspera, Netanyahu já havia dito que Israel jamais voltará às fronteiras "indefensáveis" de 1967, durante discurso para um lobby pró-israelense em Washington.

Obama, em um discurso sobre o mundo árabe na semana passada, afirmou que o futuro Estado Palestino deverá ser formado tomando com base as fronteiras anteriores a 1967 , posição compartilhada pela ONU e pela União Europeia.        

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