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Presa brasileira que integrava braço de falsificação de máquinas

Presa brasileira que integrava braço de falsificação de máquinas

Atualizado: Quarta-feira, 27 Julho de 2011 as 12:27

Máquinas falsificadas na China tinham até logotipo

(Foto: Guarda Civil espanhola)

  A polícia espanhola desmantelou nesta quarta-feira uma quadrilha internacional que traficava máquinas industriais falsificadas.

O grupo tinha uma brasileira entre seus líderes e era coordenado pela Camorra, máfia que atua na região de Nápoles, sul da Itália.

A brasileira foi detida em Madri com mais 63 acusados, durante a operação Leatherface, após quase dois anos de investigação.

Segundo a polícia espanhola, a quadrilha falsificava máquinas e ferramentas industriais em fábricas clandestinas na China, e as revendia no mercado negro de 16 países, entre eles o Brasil.

O grupo também é acusado de lavagem de dinheiro. De acordo com a polícia espanhola e a Europol (polícia da União Européia), havia uma rede de 20 empresas interligadas com sociedades em diversos países para emitir faturas falsas.

Direção em Nápoles

A quadrilha era dirigida por um clã familiar em Nápoles, pertencente à Camorra.

O principal acusado de liderar o esquema foi identificado como o italiano Giuliano R., e seu tesoureiro e braço-direito na Espanha , Vittorio P.

A estrutura tinha ainda 64 pessoas, sendo 62 italianos, um espanhol e a brasileira, cujos nomes não foram divulgados.

Segundo os investigadores, a quadrilha encomendava peças específicas a 25 fabricantes chineses. Eram modelos de máquinas e ferramentas industriais que imitavam até as marcas e logotipos originais.

Vindas da China, as falsificações chegavam aos portos espanhóis de Málaga e Valência de onde eram distribuídos aos mercados de 16 países, entre eles Brasil, EUA, México, Canadá, África do Sul, Holanda, e até Marrocos.

A Europol, a Guarda Civil espanhola e a polícia financeira italiana avisam que pode haver mais prisões, inclusive no exterior.

Os 64 presos, inclusive a brasileira, serão julgados na Espanha. Eles foram acusados de formação de quadrilha, lavagem de dinheiro e delitos contra a Fazenda Pública e contra a propriedade industrial.        

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