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Resgate acha mais 5 corpos dentro de cruzeiro que naufragou na Itália

Resgate acha mais 5 corpos dentro de cruzeiro que naufragou

Atualizado: Terça-feira, 17 Janeiro de 2012 as 12:48

As equipes de resgate informaram nesta terça-feira (17) que acharam mais cinco corpos no interior do cruzeiro naufragado Costa Concordia, na costa da Itália, elevando a 11 o número de mortos no acidente no Mar Tirreno.
Os corpos estavam na proa do navio parcialmente submerso.
Pouco antes, a Defesa Civil havia anunciado as identidades de 29 desaparecidos no naufrágio.
Os sumidos são de Alemanha (14), Itália (6), França (4), Estados Unidas (2), Índia (1), Peru (1) e Hungria (1). São 25 passageiros e quatro tripulantes.
As equipes de resgate provocaram explosões controladas nesta terça para entrar no navio de cruzeiro acidentado na costa da Itália, na busca por possíveis sobreviventes.

As duas explosões foram realizadas logo cedo para permitir que mergulhadores e bombeiros entrassem em partes da embarcação às quais ainda não tinham tido acesso.
O acidente também deixou 60 feridos, dois deles em estado grave.
Os proprietários do Costa Concordia atribuíram a culpa ao comandante do navio, que na noite de sexta-feira teria se aproximado demais da ilha de Giglio, na costa oeste italiana, para "saudar" a população local.

Ele negou culpa e afirmou que tentou salvar o barco de um desastre pior.
A embarcação de 114,5 mil toneladas deslizou na segunda-feira um pouco sobre as pedras, ameaçando jogar toda a sua gigantesca carcaça e 2.300 toneladas de combustível para o fundo do mar, numa região que é uma reserva ecológica, que está sob risco ambiental.
O navio está virado de lado, com um grande rombo aparente acima da linha da água.


Sobreviventes
No domingo, três pessoas foram retiradas com vida de dentro da embarcação parcialmente submersa.
Havia 57 brasileiros a bordo, segundo o Itamaraty, mas não há registros que haja brasileiros mortos, feridos ou desaparecidos.
Emergência ambiental
O ministro do Ambiente da Itália, Corrado Clini, disse na segunda que vai declarar estado de emergência por conta do naufrágio do cruzeiro.


Isso permitirá a liberação de verbas federais para tentar evitar um desastre ambiental na região do desastre no Mar Tirreno.
Clini disse que material líquido começou a vazar do navio, que está encalhado e inclinado em mais de 80 graus próximo à pequena ilha de Giglio.
Mas ainda não está claro se se trata de combustível.
Ele disse que, por precaução, barreiras de proteção estão sendo colocadas no lugar.


O navio de cruzeiro tem em seus tanques 2.380 toneladas de combustível, segundo a Costa Cruzeiros.


'Bomba ecológica'
"Temos uma bomba ecológica no interior do transatlântico naufragado", disse à France Presse Sergio Ortelli, prefeito da pequena ilha da Toscana.
Após a pesquisa de sobreviventes eventuais ou corpos de vítimas, a segurança do navio é a segunda preocupação dos socorristas.
"Espero que o combustível possa ser bombeado e que o transatlântico possa ser deslocado, porque perturba a navegação", acrescentou o prefeito de Giglio.
A Ilha de Giglio é conhecida por suas minúsculas angras rochosas e seu charme rústico.
A população, que não passa de 800 moradores no inverno, sobe para 5.000 pessoas durante o verão, com a chegada dos turistas.
A zona marítima em torno da ilha é também um santuário das baleias.
Os dirigentes locais pedem a aprovação de novas regras impondo limites mais estritos à navegação nessa região e, principalmente, o fim da tradição do "l'inchino" (reverência) seguida pelos grandes navios que passam perto da ilha.
A Guarda Costeira ordenou ao proprietário do navio, a companhia Costa Cruzeiros, que "retire os destroços do navio e evite que caia uma só gota de petróleo no mar", declarou Filippo Marini, do serviço de imprensa da Guarda Costeira local.
Uma equipe de especialistas da empresa holandesa Smit&Salvage e da americana Titan Salvage estão no local para estudar os meios de colocar o navio em segurança.
Uma delas declarou, sob anonimato, que o bombeamento do combustível não poderá começar logo no início da semana, porque o equipamento necessário ainda não chegou.
Segundo um dos trabalhadores, retirar o navio de cerca de 115 mil toneladas poderia levar semanas, mas excluiu a possibilidade de cortá-lo em partes no local.

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