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Sarkozy promete medidas contra bloqueio de refinarias na França

Sarkozy promete medidas contra bloqueio de refinarias na França

Atualizado: Terça-feira, 19 Outubro de 2010 as 9:29

O presidente da França, Nicolas Sarkozy, anunciou nesta terça-feira (19) que vai tomar medidas contra o bloqueio das refinarias do país e para "garantir a ordem", durante o sexto dia nacional de greves e manifestações contra a polêmica reforma da Previdência no país.

Em entrevista em Deauville, ele disse que entende a "inquietação" provocada pelas reformas, disse que a oposição tem direito a protestar pacificamente, mas afirmou que o déficit previdenciário no país não pode continuar.

Os protestos e greves contra a reforma já afetam os aeroportos do país. Nas primeiras horas da manhã, 30% dos voos haviam sido cancelados em todo o país. Cerca de 20% dos postos de combustível do país estão parados.   A tensão entre governo e sindicatos terá reflexos nesta terça, apoiada por 71% dos franceses, segundo pesquisa do instituto CSA. Estão programadas 266 manifestações pelo país.   Combustíveis

O bloqueio que há uma semana mantêm as refinarias francesas fechadas fez com que entre 1,5 mil e 2,5 mil postos de gasolina (dos 12 mil da França) tivessem de fechar por problemas de abastecimento , segundo profissionais do setor.

O abastecimento de combustíveis é especialmente difícil no oeste da França e na região litorânea da Normandia, justamente onde o presidente Nicolas Sarkozy está para se reunir com seu colega russo, Dimitri Medvedev, e com a chanceler alemã, Angela Merkel.   Da cidade de Deauville, o presidente francês reiterou que não desistiria da reforma “essencial” da Previdência , que inclui aumentar de 60 para 62 anos a idade mínima de aposentadoria e de 65 para 67 anos a idade para aposentadoria integral.

Trens

A Sociedade Nacional de Caminhos de Ferro (SNCF, na sigla em francês) anunciou nesta terça que, por enquanto, suas previsões estão sendo cumpridas. Para hoje, está prevista a circulação de 60% dos trens com saída ou destino a Paris, metade dos trens de alta velocidade (TGVs), 25% dos trens regionais e todos os Eurostar.

Aeroportos

Nos aeroportos de Paris, estão cancelados 50% dos voos de Orly e 30% dos voos em todo o país. A companhia aérea Air France espera manter 100% dos voos de longa distância, 80% dos voos de média distância e 50% dos voos de curta distância.   Estradas

Nas rodovias francesas, as ações de bloqueio começam a ser sentidas sobretudo nas estradas de acesso a Paris.

Escolas

Um terço dos professores primários também cruzará os braços, segundo os sindicatos, número que o Ministério da Educação reduz para 10%. Segundo o jornal “Le Monde”, 379 escolas estão fechadas, afetando 1.200 alunos. Além disso, cinco universidades se somarão à greve.

A greve também terá repercussão em La Poste - empresa pública de correios -, na France Télécom e no setor público audiovisual. As bancas amanheceram sem jornais.

A ministra de Justiça francesa, Michèle Alliot-Marie, prometeu “firmeza” contra aqueles que provocarem destruições durante os protestos. “Existem direitos. O direito à greve, o direito a se manifestar. Não existe o direito a destruir”, afirmou.

Em Le Mans, noroeste da França, uma escola pegou fogo na madrugada desta terça-feira, aparentemente como resultado de um ataque, mas não ficou claro se o caso está relacionado com os protestos.    

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