Os missionários da Junta de Missões Mundiais (JMM) presos na Índia por pregarem o Evangelho foram libertados da prisão, na terça-feira (21).
Segundo a missão brasileira, os missionários indianos Miguel e Samuel, juntamente com o recém convertido Lucas saíram da cadeia, sob fiança. Agora, a JMM aguarda a liberação do terceiro missionário, Gabriel, e do membro Silas.
“Louvamos a Deus pela liberação dos três e continuamos a clamar pela libertação dos demais”, afirmou a missão em postagem no Instagram.
O coordenador do ministério na Índia relatou que os missionários e cristãos presos evangelizaram na prisão.
“Nós os trouxemos para nossa igreja e por quase quatro horas ouvimos seus testemunhos. Eles testemunharam aos demais presos. Até o carcereiro disse: ‘Sentiremos falta da companhia de vocês na prisão, vocês estavam muito felizes apesar das falsas acusações’. O nome do Senhor foi glorificado”, disse.
O grupo radical hindu, que denunciou o grupo de cristãos à polícia, ofereceu uma grande quantia de dinheiro e libertação imediata aos membros Lucas e Silas, para que testemunhassem falsamente contra os três missionários, dizendo que eles os haviam forçado a aceitar Cristo.
“Mas louvado seja Deus pela forte fé desses homens, eles recusaram a oferta. Todos os crentes da vila estão prontos para ir para a cadeia por causa de Cristo. Aleluia!”, contou o coordenador.
A JMM pediu que os cristãos brasileiros continuem orando para que todos os cristãos detidos sejam libertos. “Persistamos em orar pela libertação do Gabriel e do Silas”, afirmou o pastor João Marcos Barreto Soares, diretor da Junta de Missões Mundiais.
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Relembre o caso
No dia 30 de dezembro do ano passado, os três missionários indianos e duas pessoas que se converteram estavam evangelizando em uma vila, quando radicais hindus chegaram com a polícia, e os levaram detidos.
Na época, a Junta de Missões pediu oração pelos crentes perseguidos. “No penúltimo dia do ano, a perseguição aos cristãos mais uma vez aconteceu na Índia. Peço que ore. Peça a Deus que os liberte. Clame para que não sejam torturados mas tenham condições de testemunhar a fé no nosso Senhor Jesus Cristo”, afirmou o pastor João Marcos Barreto Soares, diretor da JMM, em nota.
Segundo a missão “A Voz dos Mártires”, houve um aumento da perseguição contra cristãos na Índia no ano de 2024.
Leis anticonversão são usadas por radicais hindus para acusar falsamente líderes cristãos no país. “Há pastores na prisão hoje por causa dessas leis anticonversão”, disse Todd Nettleton, da “Voz dos Mártires”.
A Índia ficou em 11º lugar na Lista Mundial da Perseguição da Missão Portas Abertas de 2024 dos lugares mais difíceis para ser cristão.
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