O microchip é a marca da besta? Como estudiosos relacionam tecnologias e profecias

Alguns relacionam o implante de microchips em humanos com a marca da besta, enquanto outros acreditam que o texto bíblico seja apenas um simbolismo.

Fonte: Guiame, Cris BeloniAtualizado: segunda-feira, 7 de fevereiro de 2022 18:31
Microchip. (Foto: Dan Lane/Flickr)
Microchip. (Foto: Dan Lane/Flickr)

Alguns textos bíblicos têm sido citados com frequência nos últimos anos. É o caso de Apocalipse 13.16-17 e 1 Tessalonicenses 5.3. O primeiro está relacionado a um governo único e o controle que estará nas mãos de um líder que é anti-Deus. O segundo sobre o anúncio de paz e segurança antes de uma destruição repentina para os que vivem nas trevas. 

Sobre o texto de Apocalipse e a chegada do Anticristo, o evangelista Ray Comfort relaciona a “marca na mão direita e na testa” com os atuais microchips que estão sendo instalados nas pessoas. 

Numa postagem recente em suas redes sociais, o fundador da Living Waters Publications  e do ministério The Way of the Master explica que não é uma vacina ou um vírus. “A escritura nos dá a razão da marca, é para o comércio. Aqueles que não tiverem a marca não poderão comprar ou vender”, disse o pregador de Bellflower, Califórnia. 

Tecnologia e marca da besta

Comfort disse ainda que achava um exagero, há 50 anos, quando pastores falavam sobre a tal marca da besta. Hoje, porém, com a presença da tecnologia, ele acha cada vez mais possível que a marca seja de fato um microchip instalado nas costas das mãos das pessoas. 

Em dezembro, o Guiame publicou sobre as milhares de pessoas na Suécia que aderiram ao implante de microchips sob a pele por conveniência. Para eles, a vida ficou mais fácil no sentido de não precisar mais carregar identidades ou cartões-chave para entrar no trabalho. Além disso, há questões relacionadas ao passaporte da vacina. 

Sobre essa nova realidade, Comfort comentou: “Observe que eles escolheram colocar as informações nas costas da mão, exatamente como a Bíblia predisse”.

“Os governos que querem controlar as massas precisam de uma maneira infalível de garantir que alguém seja vacinado. A única maneira de isso funcionar é ter implantes obrigatórios. Se você não tiver, não poderá comprar ou vender”, disse ainda. 

O evangelista Franklin Graham também se pronunciou sobre o controle de governos sobre as pessoas. “Na minha opinião, a vacinação é importante e ajuda a salvar vidas. No entanto, também tenho a preocupação de que os líderes políticos estejam usando a pandemia como uma desculpa para exercer cada vez mais controle”, disse em dezembro conforme matéria divulgada pelo Guiame.  

“Muitos já estão marcados”

Outros, porém, pensam de maneira diferente sobre o que será a marca da besta. É o caso do rabino messiânico Matheus Zandona

O professor na Sinagoga Har Tzion e vice-presidente do Ministério Ensinando de Sião, em Belo Horizonte (MG), disse que muitas são as teorias, mas quando o Apocalipse é estudado dentro do contexto judaico, tudo fica muito mais claro. 

É preciso levar em conta as interpretações e simbolismos para buscar as respostas sobre a marca da besta, segundo as Escrituras. “Como será essa marca? É um chip? Uma tatuagem? Um código de barra? Um número? Meu irmão, quando você estuda o livro de Apocalipse, ele fica menos enigmático”, disse em agosto de 2021.

Relacionando ainda Deuteronônio 6, ele explica: “Lá diz que o povo de Israel deve amar e escrever a lei de Deus, e deve estar tão presente na vida do judeu como algo ‘impresso na testa’ e algo ‘atado na mão’. Ou seja, na testa por ser algo que você pensa, que faz parte do seu intelecto e da sua alma, e na mão por ser algo que você pratica”.

Com isso, o rabino simplifica o que pode ser a marca da besta: “Não é um objeto como um tefilin, mas é um símbolo. As pessoas que terão a marca da besta, são pessoas que vão pensar e ter a mente impregnada com conceitos pagãos e de abominação a Deus”. 

“As pessoas vão praticar e viver a iniquidade. Isso é a marca da besta. E quem não agir e não seguir a ‘cartilha’, não vai comprar, não vai vender e não vai fazer nada”, destacou. 

O rabino ainda questiona: “Isso já não está acontecendo? Não tem gente perdendo o emprego porque não está agindo conforme a cartilha? Se você é uma pessoa midiática, então, e não segue a cartilha, você é cancelado”, disse ainda.

“Me desculpem pelas outras interpretações, mas para mim, isso é a marca da besta. Porque o sujeito é marginalizado, se não age conforme o script. Já está acontecendo! Um monte de gente já tem a marca da besta, na mente e na mão”, resumiu.

Tendência da instalação de microchips em humanos

“Isso vai acontecer com todo mundo”, disse Noelle Chesley, professora associada de sociologia da Universidade de Wisconsin-Milwaukee, em 2017, conforme a CBN News.

A professora disse em entrevista ao USA Today, que todos serão chipados eventualmente. “Talvez não a minha geração, mas certamente a dos meus filhos”, apontou. 

Gene Munster, investidor, pesquisador e analista de tecnologia, também disse ao USA Today, na mesma época, que os implantes de microchips em humanos se tornariam populares em 50 anos.

Por enquanto, especialistas se preocupam com sensores biométricos e escaneamento corporal, dizendo que poderiam colocar as pessoas em risco de hackers ou à mercê daqueles que poderiam tentar controlar a atividade humana no futuro. 

Por outro lado, o evangelista Ray Comfort diz que os crescentes sinais do Fim dos Tempos devem ser um incentivo para os cristãos compartilharem o Evangelho como nunca antes.

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