Duas cristãs estão entre as vítimas do ataque a supermercado nos EUA

Pearly Young, de 77 anos, e Ruth Whitfield, de 86 anos, estão entre os dez mortos no tiroteio com motivação racista.

Fonte: Guiame, com informações do The Christian Post Atualizado: segunda-feira, 16 de maio de 2022 12:48
Pearly Young (à esquerda), de 77 anos, e Ruth Whitfield (à direita), de 86 anos, estão entre os dez mortos. (Foto: Twitter/Madison Carter/Arquivo pessoal/New York Post).
Pearly Young (à esquerda), de 77 anos, e Ruth Whitfield (à direita), de 86 anos, estão entre os dez mortos. (Foto: Twitter/Madison Carter/Arquivo pessoal/New York Post).

No sábado (15), um jovem de 18 anos fortemente armado, atacou um supermercado em um bairro predominante negro, na cidade de Buffalo, nos Estados Unidos, matando 10 pessoas, incluindo duas cristãs. 

O crime de ódio com motivação racista foi transmitido ao vivo pelo atirador na rede social de videogames Twitch, antes de se render à polícia.

De acordo com a Reuters, o criminoso, um homem branco, vestia um colete à prova de balas e atirou com um rifle em 13 pessoas, 11 negras e duas brancas, no supermercado Tops Friendly Markets. 

Três vítimas morreram no estacionamento do local e outras sete dentro do mercado, incluindo quatro funcionários. Outras três pessoas ficaram feridas e seus quadros de saúde estão estáveis.  

Entre os mortos, estão duas anciãs cristãs: Pearly Young, de 77 anos, e Ruth Whitfield, de 86 anos. 

A repórter local Madison Carter lamentou a perda de Pearly e destacou seu trabalho social na comunidade. 

"Por 25 anos ela administrou uma despensa onde todos os sábados alimentava as pessoas no Central Park. Todos os sábados. Ela adorava cantar, dançar e estar com a família. Ela era mãe, avó e missionária. Partiu cedo demais”, escreveu Carter no Twitter.

Outro usuário, Jimmie Smith, declarou: “Você era tão doce e linda por dentro e por fora! Você realmente amou o Senhor!”.

O filho de Ruth, um bombeiro aposentado de Buffalo, comentou: “Minha mãe era a mãe perfeita. Minha mãe era uma mãe para os órfãos. Ela era uma bênção para todos nós. Ela amava a Deus e nos ensinou a fazer a mesma coisa".

Entre os mortos, também está o segurança do supermercado, Aaron Salter, um policial aposentado, que morreu como herói, tentando deter o atirador. Segundo a polícia de Buffalo, Salter atirou várias vezes contra o criminoso, mas os tiros atingiram o seu colete à prova de balas.

“Isso foi pura maldade”, afirmou o xerife do condado de Erie, John Garcia. “Foi um crime de ódio com motivação racial de alguém de fora da nossa comunidade”.

Stephen Belongia, agente especial do FBI, disse que o ataque está sendo considerado um crime de ódio e de extremismo violento, com motivação racial. 

"Não vamos parar até que todas as pistas sejam investigadas, até que todas as evidências sejam analisadas e até que entendamos como e por que essa horrível tragédia e crime ocorreu", afirmou Belongia.

Manifesto supremacista branco

Segundo o New York Post, o atirador, identificado como Payton Gendron de Conklin, um estudante da Universidade Estadual de Nova York, havia postado um manifesto supremacista branco, de 180 páginas, nas redes sociais.

No documento, ele concordou com outros ataques por motivos raciais, como o caso de Brenton Harrison Tarrant, que matou 51 pessoas em uma mesquita na Nova Zelândia, em 2019, e transmitiu ao vivo o ataque.

O manifesto também revelava que o criminoso planejava o ataque desde janeiro e tinha escolhido o Supermercado Tops como alvo porque “tem o maior percentual de população negra” e não ficava muito longe de sua casa. 

Payton foi acusado de assassianto em primeiro grau e comparecerá ao tribunal na quinta-feira (19). Ele se declarou inocente.




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