
O último culto na USP (Universidade de São Paulo) do Dunamis Pockets, um grupo de universitários cristãos, foi marcado por um mover de Deus e também por oposição.
No dia 27 de março, mais de 1.500 estudantes se reuniram na Praça do Relógio, um lugar público ao ar livre dentro da universidade, para adorar e ouvir o Evangelho.
O encontro contou com momentos de louvor e intercessão. Os universitários oraram de joelhos, declarando arrependimento e pedindo um despertar espiritual na USP e nas universidades do Brasil.
“Foi um momento muito marcante. Durante o encontro, testemunhamos 14 curas e um grande mover, impactando profundamente a vida de muitos estudantes”, contou Gabriel Namorato líder do Dunamis Pockets, em entrevista ao Guiame.
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Culto do Dunamis Pockets na USP. (Foto: Dunamis Pockets).
Hostilidade
Segundo ele, um grupo de estudantes da USP, incomodados com o movimento, tentou impedir e atrapalhar o culto.
“Estávamos em um momento de arrependimento e oração quando algumas pessoas da USP chegaram tentando atrapalhar, com a intenção de desligar o gerador e a caixa de som. Elas argumentaram que estávamos agindo contra a lei, quando, na verdade, estávamos dentro de todos os nossos direitos. Os guardas da USP também tentaram impedir a reunião”, afirmou Gabriel.
“Em determinado momento, uma mulher chegou a ir até o local onde o evento estava acontecendo. Ela foi em direção ao lugar onde estavam os fios conectados à caixa de som e começou a falar alto, xingar e falar palavrões. Além de empurrar uma das pessoas que estavam servindo no evento”, acrescentou.
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Culto do Dunamis Pockets na USP. (Foto: Dunamis Pockets).
Um vídeo gravado por participantes do culto, que o Guiame teve acesso, mostrou os organizadores tentando conversar com os estudantes contrários ao evento. Porém, os alunos alegaram que os cristãos não tinham o direito de cultuar na universidade.
“Aqui é público, você não pode fazer pregação, proselitismo religioso. O nazismo começou assim, com gente completamente fanática e louca”, afirmou um estudante.
Uma estudante afirmou que iria fazer um boletim de ocorrência contra o grupo de universitários cristãos e que desejava que eles fossem punidos pela USP.
“Eles querem levar aluno de cabeça fraca para o lado deles”, acusou ela. E acrescentou: “Eu não quero que eles falem com vocês, eu quero que eles punam vocês”.
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“Vocês têm que ir embora”
Outro aluno afirmou aos cristãos: “Vocês precisam recolher os equipamentos e ir embora, vocês não têm autorização. Vocês não deveriam estar nesse lugar”.
Apesar da oposição, o culto continuou e foi marcado por frutos espirituais. Muitas pessoas foram curadas após receberem oração, incluindo um jovem que tinha infecção causada por cobre em um dos olhos e não enxergava bem.
“O médico disse que eu ia perder a visão, eu enxergava 85%, eu estou enxergando 100% agora, estou vendo tudo”, testemunhou o jovem.
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Liberdade religiosa garantida pela Constituição
Em vídeo no Instagram, Gabriel Namorato refutou a fala do estudante de que é crime fazer proselitismo religioso em um espaço público.
“A Constituição Federal garante duas coisas muito claras: liberdade religiosa e liberdade de expressão. Quando você soma essas duas você tem o direito de pregar aquilo que você acredita. Isso é proselitismo religioso e não é crime no Brasil”, esclareceu.
“O próprio Supremo Tribunal Federal já se posicionou sobre isso. Em 2018, na ADI (Ação Direta de Inconstitucionalidade) 2566 ficou reafirmado que a liberdade de expressão protege a manifestação religiosa, inclusive a pregação. Ou seja, o que a gente fez não é ilegal”, ressaltou.
E Gabriel acrescentou: “A pessoa chamou a gente de nazistas. Enquanto pregar o Evangelho é um direito constitucional, acusar alguém falsamente de algo como nazismo pode configurar crime contra a honra”.
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