
Um jornalista brasileiro revelou que foi ameaçado de morte pelo grupo terrorista Hamas após fazer uma reportagem sobre a perseguição contra um líder cristão na Faixa de Gaza.
Durante participação no programa Sem Censura, da TV Brasil, Rodrigo Alvarez, que é católico, contou como foi morar e trabalhar em Israel, cobrindo os conflitos da região.
O jornalista foi convidado para ser correspondente na Terra Santa pelo diretor de jornalismo da Globo.
“Sempre sonhei. Falei: ‘É agora!’. Fiquei quatro anos, teria ficado mais se não tivesse sido ameaçado de morte. Eu não tinha nenhum plano de sair”, disse ele.
Em junho de 2016, Rodrigo fez uma reportagem para o Fantástico denunciando a perseguição contra um padre brasileiro que atuava na Faixa de Gaza.
“Fui à Gaza mostrar o trabalho do Padre Mário. A igreja de que o Papa Francisco sempre falava, que ele rezava e ligava até o dia dele morrer era essa igreja. Na época, o padre estava sofrendo ataques”, relatou.
“Eu já tinha ido a Gaza algumas vezes, mas fui ali pra conhecer especificamente o trabalho que ele fazia – que não era um trabalho pros católicos nem pros ortodoxos, porque lá a igreja é para todos os cristãos”.
Na reportagem, o padre Mário contou que sofria ataques por ser um cristão em uma região islâmica.
“Ele me relatou: ‘O homem jogou um coquetel molotov aqui dentro, quebrou meus vidros, destruiu meu carro porque eu sou um cristão e estou numa terra de muçulmanos'. Eu mostrei isso numa grande reportagem do Fantástico”, lembrou o jornalista.
Após a matéria ter uma grande repercussão, Rodrigo recebeu uma ligação avisando que o Hamas não havia gostado da matéria e que ele corria risco de morte.
“O telefonema tocou no dia seguinte: ‘Rodrigo, o Hamas não está nada satisfeito com você. Eu acho que você não deveria aparecer por aqui’. Porque tem brasileiros no Hamas, né?”, afirmou.
Tremendo por sua vida, o jornalista decidiu deixar Israel e voltar para o Brasil. “Não se brinca com o extremismo”, declarou Rodrigo.
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