Lula visita Conselho Mundial de Igrejas e diz que pode “defender os evangélicos”

O Conselho Mundial de Igrejas recebeu o ex-presidente Lula em Genebra. Na ocasião, ee disse que é contra a partidarização de igrejas e sugeriu que pode defender os evangélicos.

fonte: Guiame

Atualizado: Quarta-feira, 11 Março de 2020 as 1:24

O ex-presidente Lula no Conselho Mundial de Igrejas em Genebra, na Suíça. (Foto: Ivars Kupcis/WCC)
O ex-presidente Lula no Conselho Mundial de Igrejas em Genebra, na Suíça. (Foto: Ivars Kupcis/WCC)

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva visitou na última sexta-feira (6) o Conselho Mundial de Igrejas (CMI) em Genebra, na Suíça. A organização congrega mais de 340 igrejas protestantes, ortodoxas e independentes.

Lula está visitando três países da Europa entre 3 e 11 de março, para trocar informações com líderes políticos, sindicais e religiosos sobre “desigualdade social”. 

A viagem acontece duas semanas antes do julgamento do recurso do ex-presidente contra condenação no processo do sítio de Atibaia, no qual foi condenado a 12 anos e 11 meses de prisão. O Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) irá julgar o recurso no próximo dia 25.

O ex-presidente foi recebido no Centro Ecumênico pelo secretário-geral do Conselho, Olav Fylkse Tveit, um pastor luterano da Noruega. Na ocasião, ele disse que é contra partidarização de igrejas, embora o Partido dos Trabalhadores tenha incentivado a criação de núcleos evangélicos nos diretórios estaduais para tentar buscar uma reaproximação com esse público.

“Explico que sou contra as igrejas serem partidarizadas. Acho que na hora da eleição os pastores votam com a consciência deles. Mas na pregação eles tem que defender os mais pobres. Os esquecidos. Os marginalizados. Essa é a causa de Jesus Cristo”, disse Lula, segundo informações de seu site.


O ex-presidente Lula no Conselho Mundial de Igrejas em Genebra, na Suíça. (Foto: Ivars Kupcis/WCC)

Lula também sugeriu que defende o livre exercício de cada religião. “Eu não preciso ser evangélico para defender os evangélicos. Não preciso ser de uma religião de matriz africana para defender uma pessoa dessa religião. O que eu preciso é defender o livre exercício de cada religião”, afirmou.

Durante as eleições de 2018, grande parte das lideranças evangélicas declararam seu apoio pessoal ao presidente Jair Bolsonaro, destacando que a ideologia da esquerda não condiz com os valores bíblicos.

Em busca do apoio político de evangélicos, Lula disse à TV do Trabalhador que tem “jeitão de pastor ou padre” e que irá voltar a “conversar com essa gente”.

"Eu vou conversar com essa gente outra vez, o PT precisa conversar. O PT tem muita gente evangélica. O que não dá é pra você ficar quieto, o que não é uma pessoa contar uma mentira a teu respeito e você fingir que não viu. Tem que ir pra cima, com respeito, mas tem que ir pra cima", afirmou.

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