Afeganistão é indicado para lista de piores violadores da liberdade religiosa no mundo

Depois da tomada de governo pelo Talibã, os cristãos passaram a ser ainda mais perseguidos.

Fonte: Guiame, com informações de Christianity TodayAtualizado: terça-feira, 26 de abril de 2022 15:19
Atirador afegão. (Foto ilustrativa: Pxhere)
Atirador afegão. (Foto ilustrativa: Pxhere)

Depois que o Talibã tomou o poder no Afeganistão, há notícias que mostram terroristas ameaçando pessoas que abandonam o islã

Conforme a Portas Abertas, o país é o lugar mais perigoso do mundo para quem segue o cristianismo, ficando atrás somente da Coreia do Norte.

Com esse cenário, a Comissão de Liberdade Religiosa Internacional dos EUA recomendou que o Afeganistão seja adicionado à lista dos piores violadores da liberdade religiosa.

De acordo com o Departamento de Estado, em seu relatório que foi divulgado na segunda-feira (25), a mudança de regime significou piorar as condições para a liberdade religiosa, além de deteriorar significativamente os direitos humanos de forma geral. 

O que o relatório aponta?

Conforme os dados do relatório, logo em sua introdução, as minorias religiosas enfrentam assédio, detenção e até morte devido à sua fé ou crenças.

Milhares de pessoas tiveram que fugir do país para salvar suas vidas e os que ficaram [cristãos, judeus, hindus, entre outras minorias religiosas] estão vivendo escondidos e praticando a fé de forma secreta. 

O relatório anual de 2022 detalha as conclusões da pesquisa dos comissários durante o ano anterior, de genocídio a acusações de blasfêmia e punição por ouvir ensinamentos religiosos específicos. 

A última vez que a comissão de vigilância recomendou que o Afeganistão fosse considerado “um país de particular preocupação” foi em 2001, pouco antes da derrubada do regime anterior do Talibã, que controlava a maioria do país há cinco anos.

Outros países que ferem a liberdade religiosa

A designação do Departamento de Estado sinaliza violações contínuas, sistemáticas e flagrantes da liberdade religiosa. Desde 2018, o Afeganistão vem sendo apontado, ano após ano, como um “país de particular preocupação”. 

Durante a coletiva de imprensa virtual, na segunda-feira, eles também citaram suas preocupações atuais com a Rússia, que também já foi rotulada como uma nação de particular preocupação após invadir a Ucrânia.

“Tememos, e lamento dizer isso, que a violência continue a aumentar por causa da flagrante violação da liberdade religiosa na Rússia”,  disse Khizr Khan, um dos mais novos comissários.

Ele também aponta para outros países violadores da liberdade religiosa e dos direitos humanos: Mianmar, China, Eritreia, Irã, Coréia do Norte, Paquistão, Arábia Saudita, Tajiquistão e Turcomenistão.

O órgão de vigilância apontou também para outros países que estão sendo observados pelos mesmos problemas: Índia, Nigéria, Síria, Vietnã, Argélia, Cuba e Nicarágua.

Os comissários solicitaram a inclusão desses oito países: Azerbaijão, Egito, Indonésia, Iraque, Cazaquistão, Malásia, Turquia e Uzbequistão.

O relatório anual, muitas vezes, se baseia em viagens de apuração de fatos de comissários, mas essas foram interrompidas nos últimos dois anos devido à pandemia por Covid-19.  

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