Alguns pastores evitam pregar sobre santidade porque estão em pecado, diz John Piper

O teólogo alerta sobre o perigo da liderança estar envolvida com o mundanismo e a impiedade.

Fonte: Guiame, com informações de Christian PostAtualizado: quarta-feira, 11 de maio de 2022 às 18:31
John Piper. (Foto: Captura de tela/Vídeo TG4)
John Piper. (Foto: Captura de tela/Vídeo TG4)

Durante a Conferência Together For The Gospel (T4G), o pastor e teólogo John Piper alertou sobre alguns pastores que evitam pregar sobre a importância de uma “vida em santidade” porque “vivem secretamente em pecado”.

“Evitam porque suas vidas secretas estão moralmente comprometidas”, afirmou o pastor de 76 anos. “Eles estão perdendo tempo com ninharias. Estão assistindo a filmes que enchem suas mentes de mundanismo e impiedade. Eles estão se metendo em pornografia ou coisa pior”, continuou. 

Piper também apontou que muitos líderes religiosos são “desonestos em suas transações financeiras”, além de não administrarem bem suas próprias famílias.

Durante seu sermão, ele também observou que as pregações estão focadas na graça e no perdão através do derramamento de sangue sacrificial de Jesus. “Mas a graça também deve vencer o pecado e deve levar a todos para uma vida mais santa”, destacou.

Sobre a conferência

A conferência T4G aconteceu em Louisville, Kentucky, nos Estados Unidos, entre os dias 19 a 21 de abril. O evento contou com sermões de vários pregadores e com a presença de pastores de mais de 25 denominações, representando os 50 estados e 62 nações.

O propósito do evento, conforme o pastor, era ouvir a Palavra de Deus para edificação e crescimento no Evangelho de Jesus Cristo. Seus alertas também se dirigiram aos pastores que “se cansaram do estudo bíblico frutífero”. 

Ao citar os vários pecados que invadiram os púlpitos, Piper disparou: “Jesus foi crucificado para conquistar sua pornografia. Ele foi crucificado para vencer sua preguiça. Ele foi crucificado para vencer nossa gula e desonestidade. Ele foi crucificado para trazer de volta a alegria de criar seus próprios sermões”, disse. 

Porém, conforme o teólogo, alguns pastores tendem a “evitar qualquer coisa que se aproxime do tipo de pregação que confrontaria as pessoas com seus pecados para não torná-las infelizes”. 

Cultura do mundo

“Existem pastores que estão profundamente infectados com a cultura mimada que vivemos na América contemporânea. Eles não são apenas hipersensíveis a serem ofendidos, mas no púlpito, eles têm medo de provocar o desagrado de alguém”, enfatizou. 

Há urgência em pregar sobre a santidade e os cristãos precisam entender que existe uma guerra contra o pecado. “Irmãos, conheçam esta estranha, maravilhosa e única dinâmica cristã que elimina o pecado da vida dos fiéis. Mostre isso às pessoas, ensinem ao povo como é que se vive isso”, enfatizou. 

O pastor acrescentou que alguns líderes religiosos estão “com medo de serem rotulados como conservadores ou fundamentalistas”. 

Medo da opinião dos outros

Piper disse que o medo da opinião dos outros é uma escravidão e que não deveria haver esse tipo de preocupação entre os pastores.

“Eles vão evitar qualquer tipo de mensagem bíblica que os coloque em alguma situação da qual não querem fazer parte. Isso é escravidão”, disse.

“Eles não vão falar sobre a nudez nos filmes porque vão ser chamados de fundamentalistas. Eles não vão pregar que somos cidadãos do céu, antes de sermos cidadãos da América, porque eles serão chamados de antipatrióticos”, exemplificou. 

Piper aponta para a solução

“O primeiro remédio para esse tipo de escravidão às opiniões dos outros é tornar-se mais como Jesus. Você não quer ser livre disso?”, questionou. 

“E o segundo remédio é estar radicalmente comprometido com tudo o que a Bíblia ensina”, disse ao apontar para os tesouros bíblicos que podem ser espalhados pelo mundo por um pastor. 

Para o teólogo, pastores que não agem assim, realmente não entenderam qual o verdadeiro sentido do Evangelho.

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