Diretor de escola é demitido e queimado após ser flagrado orando a Jesus

Yusufu Mwanje estava orando em sua própria casa, mas um vizinho que trabalha na mesma escola gravou um áudio e compartilhou com professores.

Fonte: Guiame, com informações de Morning Star NewsAtualizado: segunda-feira, 18 de abril de 2022 15:14
Yusufu mostra queimaduras de terceiro grau em uma das pernas. (Foto: Reprodução/Morning Star News)
Yusufu mostra queimaduras de terceiro grau em uma das pernas. (Foto: Reprodução/Morning Star News)

O diretor de uma escola particular, no leste de Uganda, sofreu queimaduras de terceiro grau após ser atacado por funcionários muçulmanos que souberam que ele estava orando em nome de Jesus.

Depois do ataque, Yusufu Mwanje foi demitido da Escola Primária Ibunbaz, na cidade de Bugiri, no dia 2 de abril.

Yusufu disse que um empresário cristão que fornecia equipamentos para a escola costumava orar em seu escritório na presença de outros funcionários muçulmanos. 

“Ele era muito bem vindo, principalmente depois de tudo o que aconteceu durante a pandemia. Suas orações abriram meu coração para Cristo”, confessou.

Conversas sobre cristianismo

Yusufu disse que ele e o empresário cristão tiveram várias conversas sobre o cristianismo e que sua conversão aconteceu no início deste ano. 

“Eu queria manter minha fé em Cristo em segredo, mas comecei a perder as orações [muçulmanas] de sexta-feira porque preferia participar das orações na igreja”, explicou ao Morning Star News. 

“Alguns professores muçulmanos perceberam minha ausência e relataram ao conselho de administração da escola”, disse. Numa reunião com o conselho escolar em 27 de março, eles perguntaram a Yusufu por que ele não estava participando das orações regulares da mesquita.

“Eu disse a eles que estava orando da minha casa. Eles aceitaram, mas com muita relutância”, relatou. 

Orando em nome de Jesus

No dia 1º de abril, Yusufu disse que acordou às 3h da manhã para orar em nome de Cristo, como havia aprendido com o empresário, cujo nome foi omitido por razões de segurança.

“Eu não sabia que havia alguém ouvindo e gravando as orações”, disse ele ao se referir a um funcionário da escola que mora ao lado de sua casa. “Orei até as 4h30 e depois me preparei para ir à mesquita, porque queria proteger meu emprego”, justificou.

Mas, o funcionário compartilhou o áudio com os outros professores. Antes de sair de casa, às 4h45, ele ouviu uma batida na porta. “Quando abri, havia pessoas gritando ‘Allahu Akbar [slogan jihadista que quer dizer 'Deus é maior']”, contou.

“Jesus veio me salvar”

Conforme Yusufu, todos começaram a acusá-lo de kafir, que significa traidor. “Eles me agarraram e me levaram para dentro da mesquita e começaram a me bater e me acusar de dirigir uma escola muçulmana, sendo agora um cristão. Eles me chamaram de mentiroso e disseram que eu merecia pena de morte”, destacou. 

“Lembrei-me do empresário me dizendo que em tempos de perseguição eu deveria clamar o nome de Jesus. E quando mencionei o nome Jesus em voz baixa, um dos agressores disse: 'Azab Azab', que significa 'castigo' em árabe”, contou.

Imediatamente, dois professores islâmicos chamados Ustaz Hamudan e Hashim Sajabbi trouxeram duas latas velhas com fogo e começaram a me queimar. Foi muito doloroso e eu desmaiei”, continuou.

Um professor islâmico idoso, Alhaji Bruhan, interveio e disse para que não o matassem, pois o próprio Alá o mataria. “Ele instruiu alguns a me levarem à clínica da escola para ser socorrido, então percebi que Jesus tinha vindo para me salvar”, reconheceu. 

Situação atual de Yusufu

Após ser medicado, os funcionários da escola convocaram uma reunião e o demitiram de seu cargo na diretoria. “Não levei nenhum dos meus pertences, fui despedido de mãos vazias”, disse ele.

Yusufu ligou para o empresário cristão, que foi buscá-lo em sua casa e o levou para a igreja, onde foi tratado por cinco dias antes de ser transferido para o Hospital Iganga. 

Ele passou por um tratamento para queimaduras de terceiro grau na perna e de segundo grau nas costas, que estão cheias de bolhas e inchadas.

Dois dos filhos de Yusufu permanecem na escola, onde estão sendo obrigados a memorizar extensas passagens do Alcorão. Ele tem seis filhos com idades entre 5 e 20 anos. Esse é o ataque mais recente de muitos casos de perseguição a cristãos em Uganda.

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