Kansas mantém “direito” ao aborto contrariando decisão da Suprema Corte

Depois de votação popular no estado, aborto continua sendo permitido até 22 semanas de gestação.

Fonte: Guiame, com informações de G1 e Life Site NewsAtualizado: quarta-feira, 3 de agosto de 2022 às 16:59
Embrião humano em desenvolvimento. (Foto: Reprodução/Unsplash)
Embrião humano em desenvolvimento. (Foto: Reprodução/Unsplash)

O Estado do Kansas, nos Estados Unidos, decidiu através de uma votação popular manter o direito ao aborto, apesar de ter uma maioria conservadora. Esse foi o primeiro “teste” nas urnas sobre a questão, desde que a Suprema Corte americana revogou, em junho, uma decisão de 1973, que legalizava a prática em todo o país.

Projeções sugerem que mais de 60% dos eleitores no referendo do Kansas votaram em favor do direito constitucional no Estado para que as mulheres tenham acesso ao aborto, conforme o G1.

O resultado oficial será confirmado dentro de uma semana. Mas para democratas e grupos pró-escolha, isso é um sinal de que os americanos estão profundamente insatisfeitos com a derrubada do direito ao aborto.

O presidente Joe Biden, disse que o resultado mostrou que “a maioria dos americanos concorda que as mulheres devem ter acesso ao aborto”. Por outro lado, grupos pró-vida vêm alertando sobre a crueldade que ocorre durante o procedimento.

Enquanto a mulher tem direito ao aborto, preservando as “decisões sobre seu corpo”, há bebês que são retirados de seus úteros que forma brutal, “ocasionando nascimento parcial e desmembramento vivo, colocando em risco medidas básicas de segurança que protegem a saúde das mulheres em clínicas de aborto”, conforme explica o Life Site News. 

Sobre a lei estadual que permite o aborto  no Kansas

Atualmente, a lei estadual permite que a gravidez seja interrompida em até 22 semanas, tornando o estado um “paraíso” para mulheres que buscam o procedimento, vindas de outros estados. 

A legislatura do Kansas é controlada por republicanos anti-aborto, mas sua governadora, Laura Kelly, é democrata. Ela havia alertado que mudar a constituição do Estado colocaria o Kansas “de volta à idade das trevas”.

Enquanto isso, mais de uma dúzia de Estados liderados por republicanos decidiram proibir ou restringir ainda mais o aborto desde a decisão da Suprema Corte, em 24 de junho.

Outros Estados, como Califórnia e Vermont, vão realizar votações em novembro, buscando aumentar as proteções ao direito ao aborto em suas constituições estaduais. 

Aborto e “saúde reprodutiva”

Nas redes sociais, o presidente americano Joe Biden comemorou o resultado da votação.

“Os cidadãos do Kansas usaram suas vozes para proteger o direito das mulheres de escolher e acessar os cuidados de saúde reprodutiva”, escreveu. 

Sobre “saúde reprodutiva”, porém, é importante lembrar que se trata de um termo para suavizar a prática do aborto, tirando assim o contexto real do que significa a morte para milhões de bebês.

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