Guerras atuais: cristãos no Haiti vivem conflitos e consequências de catástrofes naturais

Em meio a enormes desafios, a Igreja se levanta para ajudar os haitianos, que estão em guerra desde agosto de 2021.

Fonte: Guiame, Cris BeloniAtualizado: terça-feira, 22 de março de 2022 12:56
Cenas de ajuda humanitária após o terremoto de 2010, no Haiti. (Foto: Wikimedia Commons)
Cenas de ajuda humanitária após o terremoto de 2010, no Haiti. (Foto: Wikimedia Commons)

As guerras sempre foram uma realidade e sempre aconteceram. A diferença é que sempre há um toque a mais de sofisticação, acompanhando as tecnologias e avanços conforme o século em que acontecem. 

Porém, não existe guerra mais ou menos violenta. Guerra é guerra. Além da guerra na Ucrânia, que já levanta rumores de uma guerra nuclear, existem muitas outras acontecendo pelo mundo e que são menos abordadas. 

Atualmente, a guerra no Haiti vem se desdobrando com muita violência, deixando mortos, feridos e muitos deslocados

Qual o motivo da guerra no Haiti?

Conforme a BBC News, a guerra acontece desde julho de 2021, quando o presidente do país, Jovenel Moise, foi brutalmente assassinado. Moise tinha 53 anos quando foi baleado 12 vezes. 

A primeira-dama, Martine Moise, também foi baleada, mas sobreviveu. A polícia haitiana alega que um grupo de mercenários estrangeiros — 26 colombianos e dois haitianos-americanos — compôs o grupo que executou o assassinato, conforme o G1. 

As investigações ainda estão em andamento, mas o país mergulhou numa onda de violência progressiva. Algumas gangues têm exigido que o atual presidente, Ariel Henry, renuncie.


Presidente Jovenel Moise, assassinado em 2021. (Foto: Reprodução/Instagram/Jovenel Moise)

Henry também sofreu um atentado contra sua vida, em janeiro, mas escapou da morte. As gangues vêm espalhando violência pelo país e são financiadas em parte pelo sequestro de estrangeiros, que se tornou um problema sério para as autoridades. 

No ano passado, mais de 800 pessoas foram sequestradas por gangues no Haiti. Para piorar a situação, o país ainda sofreu um terremoto em agosto, um mês após o assassinato de Moise, matando mais de 2 mil pessoas, agravando a situação humanitária da população.

Sobre a crise humanitária no Haiti

O país vive dias desoladores. Além da guerra e depois que o terremoto com intensidade 7,2 atingiu a ilha caribenha, no último mês de agosto, deixando mais de 2 mil mortos, outro desastre natural devastou mais uma vez seus habitantes: a tempestade tropical Grace.

E depois da tempestade, houve um novo terremoto de magnitude 4,9 que sacudiu o Haiti. Na ocasião, mais de 30 mil pessoas ficaram desalojadas e vagando pelas ruas, em busca de comida e refúgio, dormindo sobre plásticos em abrigos improvisados.

Vale lembrar que em meio à guerra e durante a crise humanitária intensificada por terremotos e tempestades, os haitianos também enfrentaram a crise por Covid-19. Além disso, o país ainda estava se recuperando economicamente do terremoto ocorrido em 2010, de magnitude 7.2, que matou mais de 200 mil pessoas.


Haiti após terremoto devastador. (Foto: Pixnio)

Neste cenário de pessoas doentes, feridas, com frio e fome, muitos sem casa e em busca de abrigos, tristes e até desesperadas por perderem seus entes queridos, um grito do povo haitiano se ouviu: “Estamos abandonados”. 

Conforme a BBC News, as respostas de ajuda foram lentas e as pessoas estavam enlouquecendo. “E quando chega a ajuda, ficam agressivas, muito violentas”, escreveu a jornalista Fernanda Paúl da BBC News Mundo, na ocasião. 

“Só temos Jesus agora”

Um sobrevivente do terremoto no Haiti aponta para a importância da fé nos momentos mais difíceis da vida. 

"Só temos Jesus agora. Se não fosse por Jesus, eu não poderia estar aqui hoje”, disse Johanne Dorcely, de 58 anos, cuja casa foi destruída no desastre. No ano passado, em meio aos desastres naturais, muitos haitianos estavam agradecendo a Deus por protegê-los. 

Muitos foram vistos indo à igreja da cidade com o propósito de orar. Depois que o primeiro-ministro declarou estado de emergência em todo o país e falava em resgatar o maior número possível de sobreviventes sob os escombros, quem mais se mobilizou para prestar ajuda foi a Igreja. 

A organização humanitária cristã Samaritan's Purse, liderada por Franklin Graham, por exemplo, enviou equipes com suprimentos de emergência, como materiais de abrigo e unidades de filtragem de água.

Muitos voluntários do próprio país se mobilizaram. Várias instituições cristãs deram suporte ao povo haitiano, entre elas a Visão Mundial que preparou suprimentos para fornecer assistência humanitária imediata a milhares de pessoas.

E muitas outras instituições, igrejas e ONG´s entraram em ação para ajudar a nação que sofre as consequências da pobreza e da fome por conta dos problemas sociais e políticos.

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