Zelensky pede mediação de Israel e sugere que negociações sejam feitas em Jerusalém

O presidente da Ucrânia é judeu e tem pedido socorro aos israelenses enquanto Rússia invade o país.

Fonte: Guiame, com informações de Jerusalém PostAtualizado: terça-feira, 1 de março de 2022 às 13:20
Volodymir Zelensky, Naftali Bennet e Vladimir Putin. (Foto: Montagem Guiame)
Volodymir Zelensky, Naftali Bennet e Vladimir Putin. (Foto: Montagem Guiame)

O embaixador ucraniano em Israel, Yevgen Korniychuk, disse na segunda-feira (28) que o presidente Volodymir Zelensky buscou ajuda de Israel por ser judeu e que suas expectativas são altas. 

Ele lembrou que muitos ucranianos podem imigrar para Israel por se qualificarem na Lei do Retorno, estimando um número aproximado de 180 mil pessoas nessas condições. 

“Como embaixador de um país com um presidente judeu, posso dizer que Zelensky tem expectativas mais altas de Israel, do que Israel realmente pode atender”, disse Korniychuk.

Mediação dos combates na Ucrânia

O embaixador ucraniado observou que o primeiro-ministro de Israel, Naftali Bennett, está numa situação de equilíbrio por se relacionar com os dois países — Ucrânia e Rússia. 

“Nossa liderança acredita que Israel é a única nação democrática que tem essa boa relação com ambos os líderes”, disse o embaixador ao se referir a Zelensky e Putin

É por esse motivo que o presidente da Ucrânia acredita que Jerusalém pode ser um dos melhores locais para negociações. “Naftali Bennett oferecer a Putin para servir de intermediário, no domingo, foi um milagre”, disse Korniychuk.

Conforme o Jerusalem Post, a conversa pode incluir o recrutamento de rabinos ucranianos seniores.

Sobre a ajuda de Israel

“Estou feliz que o governo israelense tenha tomado a posição correta em termos do processo de mediação”, disse o embaixador. “As decisões estão sendo tomadas mais devagar do que precisamos, mas estamos satisfeitos e ainda esperamos um maior apoio”, acrescentou.

Zelensky pediu a Israel que assumisse o papel de mediador várias vezes no ano passado, inclusive durante seu telefonema com Bennett na última sexta-feira (26).

Israel está enviando cerca de 100 toneladas de ajuda humanitária, incluindo remédios, sacos de dormir, kits de purificação de água, entre outros itens. 

Alguns pedidos foram negados

A Ucrânia também pediu a Israel que enviasse equipes de paramédicos, mas o governo recusou o pedido. As autoridades israelenses disseram ao embaixador que os esforços estão em andamento

A Ucrânia também pediu armas defensivas e equipamentos de proteção, mas Israel recusou esses pedidos também. 

Kornichuk reiterou tais pedidos de seu país em uma reunião no gabinete do primeiro-ministro na segunda-feira. “Quando Israel quer nossa ajuda, estamos lá para eles”, disse Korniychuk, referindo-se à ONU, pedidos consulares e outros assuntos.

O embaixador se ressentiu também com os oficiais de controle de fronteira israelenses que estão rejeitando ucranianos, dizendo que podem ultrapassar o limite de vistos de turista.

Ele rebateu dizendo que os padrões devem ser atualizados por causa da guerra. Um porta-voz do ministro do Interior, Ayelet Shaked, disse: “Não estamos deportando ucranianos. Quem quiser entrar com visto de turista é bem vindo. Quem chegar a Israel e quiser ficar aqui por um mês, como turista, pode entrar”. 

O porta-voz alegou que a Europa está absorvendo todos os cidadãos ucranianos há três anos e que deve seguir as regras de Autoridade de População, Imigração e Fronteiras.

Até agora, o Ministério do Interior também estendeu automaticamente os vistos de turista dos ucranianos que já estão em Israel por 60 dias. Korniychuk expressou apreço por Israel oferecer a ele e sua embaixada segurança extra neste momento.

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