Mãe de jovem que cometeu suicídio acusa Estado por imposição de ideologia de gênero

Depois de crise com questão de identidade de gênero, a garota entrou em depressão e tirou a própria vida.

Fonte: Guiame, com informações de CBN NewsAtualizado: quinta-feira, 17 de março de 2022 11:42
Abigail Martinez, mãe da garota que cometeu suicídio. (Foto: Captura de tela/YouTube The Heritage Foundation)
Abigail Martinez, mãe da garota que cometeu suicídio. (Foto: Captura de tela/YouTube The Heritage Foundation)

Uma mãe da Califórnia se manifestou contra o sistema escolar público de seu Estado, acusando-o de fazer lavagem cerebral em crianças com a ideologia de gênero, de acordo com a CBN News.

Ela quer mostrar o efeito devastador que essa “imposição” pode ter na vida das famílias. Durante uma reunião para discutir o assunto, Abigail Martinez compartilhou a trágica história de sua filha de 16 anos, que acabou tirando a própria vida após lutar com questões relacionadas à identidade de gênero

Visivelmente emocionada e derramando lágrimas, a mãe descreveu a filha como uma “garota feminina” que durante a infância adorava se vestir como uma princesa.

Sobre a reunião

No encontro organizado pela Heritage Foundation — organização americana que promove políticas públicas conservadoras, defende a liberdade individual e prioriza os valores tradicionais — o tema foi discutido por mães que estão preocupadas com o futuro de seus filhos. 

Na oportunidade, Abigail contou que durante a sétima e oitava série, a filha começou a apresentar sinais de depressão. A mãe pediu ajuda aos professores, solicitando que ficassem de olho na menina. 

A garota sofreu bullying e as crianças diziam que ela era feia. Ao chegar no Ensino Médio, ela “decidiu ser um menino”, influenciada pelo movimento LGBT.

“Ela nunca nem chegou perto de querer ser um menino”

“Assim que ela iniciou no ensino Médio, as portas se abriram para essa ideia, porque tinha reuniões sobre ‘ser transgênero e todo o apoio escolar”, disse a mãe ao se referir à transição de sexo. 

“O conselheiro escolar estava envolvido. O Departamento de Serviços para Crianças e Família [DCFS, na sigla em inglês] também estava envolvido. O movimento LGBT também estava lá para ‘ajudar’ minha filha na transição”, lembrou.

“Eles me acusaram de não querer enxergar, dizendo que ela sentia que era um menino desde pequena, o que não é verdade. Ela nunca nem chegou perto de querer ser um menino”, garantiu a mãe. 


Yaeli, que mudou seu nome para Andrew após conhecer comunidade LGBT. (Foto: Reprodução/Gofundme)

“Tiraram minha filha de mim aos 16 anos”

Quando Abigail tentou conversar com o diretor e o conselheiro da escola, a situação só piorou. Depois de uma tentativa fracassada de suicídio, sua filha foi colocada num orfanato como medida de proteção.

“A ideia foi da psicóloga escolar e da liderança do movimento LGBT, que disseram ao DCFS que era melhor que a menina ficasse longe do ambiente familiar”, disse a mãe muito contrariada. 

“Nessa época, ela começou a dizer que seu nome era Andrew”, contou. “Aos 16 anos, eles tiraram minha filha de mim, mas eu lutei de todas as formas para recuperá-la indo ao tribunal todos os meses”, revelou.

“Eu pedi ao juiz que permitisse que minha filha passasse por uma avaliação psicológica. Enquanto isso, a assistente social responsável por ela, disse que ela precisava ser reconhecida como transgênero. Sendo assim o juiz negou meu pedido”, continuou. 

Ditadura transgênero em ação

Abigail conta que a filha foi encorajada pelo movimento LGBT a fazer a transição para o sexo masculino, providenciando inclusive que o Estado pagasse pelas cirurgias. 

“Eles diziam que era o ‘melhor momento’ para ela tomar essa decisão e que nada mais a faria feliz. Diziam também que se ela estava insatisfeita com seu corpo e que se estava se odiando, então deveria ir em frente”, disse.

Abigail apelou aos tribunais pedindo que avaliassem a saúde mental da garota e que, no lugar de empurrarem a ideologia de gênero, tentando fazer mudanças do lado de fora, que eles a ajudassem a resolver o problema interno dela. 

Mãe foi avisada a “não falar de Deus” para a filha

A mãe também revelou que uma assistente social a alertou para não falar sobre Deus perto de ‘Andrew’ porque isso a deixaria desconfortável e poderia induzi-la ao suicídio. 

“Isso foi o que mais me incomodou, mas já era tarde demais”, disse ao contar que a filha se ajoelhou em frente a um trem que se aproximava em alta velocidade. 

Abigail concluiu sua história dizendo que esperava que nenhuma outra mãe e nenhum pai tivessem que suportar o problema que ela suportou.

“Quero que todos saibam a verdade porque isso não precisava acontecer. Que isso não aconteça com nenhuma outra família, que ninguém tenha que sentir a dor que estou sentindo”, finalizou. 

Assista em inglês:

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